Sim, sou jornalista!

As pessoas se surpreendem quando digo que cursei Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Um dos motivos é por me verem trabalhando com dança e mídias digitais e compreendo que é difícil associar uma coisa a outra. Mas até aí, tudo bem; o que me irrita é quando associam o que eu faço com publicidade. Uma vez uma professora nos disse para reconhecer as pessoas pelos seus títulos - mestre, doutor, professor, bacharel, enfim. Na época não entendi, mas acho que agora sei o que ela quis dizer - todo profissional quer ser reconhecido pelos seus méritos e não ser enquadrado a um ofício qualquer. Um designer, por exemplo, faz todo um estudo de cores, tipografias e layouts para gerar uma identidade visual. Qualquer que seja sua habilitação, um profissional de Comunicação Social realiza diversos estudos na área das ciências humanas e sociais para desempenhar sua profissão. É certo que hoje em dia não é necessário portar um diploma para atuar como jornalista, e isso não me incomoda, porque o jornalismo moderna está muito além do trabalho técnico em redações, rádios e programas de TV. Então, o que um jornalista de fato faz?


Alguns sites resumem em 4 áreas as principais atividades que um jornalista desempenha em sua profissão:

1. Assessoria de Comunicação
Um assessor tem a função de intermediar na comunicação do artista/atleta/instituição com o público-alvo e com a imprensa.

2. Jornalismo Digital
Com o avanço da internet e tecnologias, o jornalista se fez presente também na comunicação através das mídias digitais, isso envolve produzir conteúdo para sites, blogs, redes sociais, canais de vídeos, dentre outros.

3. Comunicação Institucional
Aqui, o jornalista tem o papel de elaborar ações de comunicação interna e gerenciar o diálogo entre os funcionários e o núcleo da direção.

4. Fotojornalismo
Diferentemente da fotografia artística ou como hobbie, o profissional de fotojornalismo tem como missão captar acontecimentos pela lente da sua câmera, utilizando seus conhecimentos para registrar momentos únicos.

E a verdade é que, ao longo da sua trajetória, você acaba passando por todas elas ou as executa em paralelo, mesmo sem ter a intenção. Foi impossível para mim, por exemplo, entrar numa estúdio de dança para dar aulas e não pensar em estratégias de comunicação para consertar ou melhorar o empreendimento como um todo. Então, devo muito à faculdade por tudo que aprendi ao longo de 4 anos de curso. E foi uma surpresa para a coordenadora quando retornei este ano para eliminar as disciplinas pendentes e pedi para me rematricular com a grade atualizada. Mas quero encerrar bem esse ciclo para que possa dar início à minha próxima ambição: cursar uma pós-gradução!

Os vídeos do canal bem-humorado de Duda Rangel também são muito úteis para entender a profissão:


O Guia do Estudante lista 10 fatos sobre o curso e carreira de Jornalismo, e gostaria de destacar os que me convém aqui:

1. Ao longo de oito semestres passamos por disciplinas teóricas de humanas como Filosofia, Sociologia, Teorias da Linguagem, Teorias da Comunicação, Estética e História da Arte, dentre outras. Também estudamos disciplinas específicas de cada área do jornalismo, como radiojornalismo, telejornalismo, livro-reportagem, documentário, jornalismo diário, de revista, etc.

2. Fazer uma pós-graduação enriquece a formação do jornalista. Na faculdade estudamos jornalismo especializado e editoriais específicas como esportes, política e cultura. É na pós que escolhemos qual caminho queremos trilhar: fotografia, design, literatura?  Conheço grandes jornalistas especializados em games, moda, finanças e gastronomia, por exemplo. Atualmente atuo como jornalista de dança, mas minha ambição é me aprofundar em mídias, linguagens e artes.

3. É preciso desenvolver um olhar crítico e saber que as pessoas esperam de você informações e opiniões. Pré-disposição para ler e acompanhar as notícias é essencial, é preciso ter uma visão do todo e usar para analisar a sua realidade, além de se preocupar com que acontece em todo o mundo, não só com o seu entorno imediato.

Mas, o fundamental para mim se resume em uma frase: o jornalista é jornalista 24 horas por dia. Você não consegue passar em frente a um fato e ignorar, fingir que não viu. E quando você não pode falar sobre um assunto, isso te corrói por dentro, é muito frustrante. O site discorre a seguir:

4. Quem opta pela carreira assina um contrato com a sociedade e com o mundo em que vive. Aceita o fato de que a sociedade colocou em sua mãos o direito de obter informações de qualidade e com liberdade e também de defender o seu direito de voz e liberdade.

5. O jornalista é uma figura pública. O profissional deve ter uma ética irrepreensível. Como seu nome e muitas vezes sua imagem está atrelado diretamente à notícia, sua figura se torna público e o ambiente pessoal e profissional se misturam. Uma conduta inadequada na esfera privada pode impactar negativamente sua credibilidade enquanto profissional.

E, por fim, jornalismo é jornalismo, não importa o tipo de mídia. Não importa se eu faço jornalismo impresso, online, televisivo ou radiofônico, para uma revista ou para um site, o compromisso ético e o rigor profissional sempre serão os mesmos.


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