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quinta-feira, fevereiro 07, 2019

Vivendo de Freela

fevereiro 07, 2019 0 Comments
2 anos se passaram desde que escrevi este post, sobre trabalhar em casa. Depois, veio este, sobre empreendedorismo. Aprendi bastante coisa desde então, tive vontade de desistir muitas vezes, mas sigo em frente, persistindo. O que para muitos é uma renda extra, para mim virou meu ganha-pão.

Hoje eu tenho uma lojinha pro no Enjoei (isso significa que a minha loja é verificada e administrada pela equipe do Enjoei), hospedo cachorrinhos e gatinhos pela DogHero (conto um pouco sobre aqui), trabalho com dança de forma autônoma e pela Alma Dançante Studio, faço parte da equipe de produção da Feira Entre Mundos, produzo meus próprios eventos e cursos de forma autônoma, sou assessoria de mídias digitais do atelier Lehonora Tribal e também do mago Jorge Puente (cujo canal alcançou, neste ano, 10 mil inscritos o/) - o que significa editar vídeos, fazer fotos, criar layouts e, principalmente, estar disponível. Por vezes pego serviços avulsos de edição, foto e vídeo, incluindo para a Alma Dançante Studio, para o evento regular Tribal Beach e para outras dançarinas, artesãs e etc, faço com o maior prazer, mas tenho preferência em trabalhar com clientes regulares, mediante contrato - e é incrível como as pessoas se assustam com a ideia de fechar um contrato, sendo que seria muito mais vantajoso para elas mesmo. Ah, pasmem, também me chamaram para trabalhar num casamento - dos convites à fotografia - uma experiência totalmente nova para mim.

Como se não fosse pouco, eu me rematriculei na faculdade este semestre e entrei para um grupo de teatro e circo - o Varietè Cultural. Já falei deles aqui, lembram? Logo que me mudei para Jundiaí, prestigiei uma das apresentações inaugurais do grupo. Estou muito contente em poder trabalhar com eles neste ano, tenho certeza que será uma experiência de muita aprendizagem. E, claro, como boa mídia, de qualquer forma vou acabar dando um suporte nesta área também. E esse é o ponto que eu queria chegar: conversando com outros autônomos, freelancers e profissionais liberais, percebi que uma das nossas maiores dificuldades é essa: fazer com que os outros entendam que se trata do nosso TRABALHO, não de um hobbie, e por isso não podemos fazer FAVORES, pois isso não vai pagar as contas (bem como ficar aceitando permuta, apesar de tentador).

auto-ajuda
Mas é difícil, muito difícil, não trabalhar de graça. Principalmente quando você está com o dia vago, quer ocupar o tempo, e sabe que aquela pessoa está precisando dos seus serviços, mesmo que ela mesma não saiba disso - ou não dê tanta importância para isso. É difícil não ceder horas de consultoria, para no final não fechar um contrato. Eu ainda estou aprendendo a dizer NÃO quando necessário, mas isso me faz sofrer tanto... dói, de verdade. Ser convidada para um evento e ouvir "leva sua câmera!". Ser lembrada apenas quando precisam de você. Digo que não tenho amigos - eu tenho clientes, aprendizes, parceiros. Quando estou na m*rda, não tem ninguém para dar uma mão. A gente combina, "vamos marcar!", e fica por isso mesmo.

O lado bom é que estou mais organizada financeiramente. Fiz um poupança e ando pesquisando sobre investimentos também. Penso antecipadamente. E quando quero gastar, penso em como posso ganhar um dinheiro extra para poder gastar. Mês passado eu sabia que não ia ter dinheiro neste mês, e quando a gente sabe, bate um desespero, a gente já pensa no que vai precisar cortar. Então eu me permiti sair, comer, beber, porque eu sabia que ia ficar dura nesse mês. Minha expectativa de um bom rendimento agora é só para abril, para vocês terem uma ideia. Mas tem um evento em março e eu queria tanto ir. Também quero tanto gastar comigo mesma - ir num salão, comprar umas roupas novas, fazer uma tattoo. Se por acaso surgir algo nesse meio tempo... se não, ficarei só na vontade.

Prometi para mim mesma que não vou mais produzir eventos sem um rendimento de pelo menos 20%. Não é justo comigo, não é justo com o espaço. E por mais que eu ame essas experiências e dê muito valor no trabalho dos artistas e instrutores convidados, eu sei que eles precisam do dinheiro tanto quanto eu, mas eu não posso abrir mão. Não posso. Se não for nesses termos, de todo mundo ganhar  um pouco, mas pelo ganhar, eu não faço mais. E isso se chama pensar no coletivo. Eu aprendi muito trabalhando na Feira ano passado. E estou feliz de entrar para um grupo como o Varietè pelo mesmo motivo: de trabalhar em grupo. Se não há esse comprometimento, não tem por que eu quebrar a cabeça e me estressar à toa.

calendário de mesa porque não basta celular, computador e planner

quando o dia está difícil, a gente liga o som

Meu marido adora ouvir podcasts, e outro dia ouviu um sobre "jobs arrombados", que significa trabalhos que não valem a pena - no mínimo. Eu peguei isso e adaptei para a minha realidade. O que posso dizer é que depois de certo tempo você desenvolve um feeling, aprende a notar quando se trata de um job arrombado, segue a listinha:
  • Se tem muito blá blá blá, não vai dar em nada;
  • Se tem receio de assinar um contrato é porque não quer se comprometer;
  • Nota para mim mesma: não começar um trabalho sem o primeiro pagamento, por mais que o potencial cliente diga o quanto é urgente para ele. Por que terminamos assim: trabalhando de graça e frustrados.
  • Sobre pechincha: NÃO, peloamor. Nós já fazemos o serviço abaixo do valor de mercado e facilitamos o pagamento, por depósito, boleto bancário, cartão de crédito, etc etc. É esse valor e ponto, sem conversa.
Uma coisa que eu ouvi na primeira agência de marketing e comunicação que trabalhei e carrego comigo até hoje: enquanto o cliente pensar no seu serviço como um gasto e não como um investimento, ele não vai dar valor no seu trabalho. Se as coisas apertarem, o mínimo que seja, você é o primeiro a ser cortado. Tá ruim para todo mundo, eu sei, mas, gente, só pede um serviço/aula/performance se puder pagar, simples assim.

please

terça-feira, janeiro 29, 2019

Por que estudamos Jornalismo

janeiro 29, 2019 0 Comments
Oficina de Conteúdo

Jornalismo é informação, mas, mais do que isso, é entretenimento. Ninguém vai ler seu texto se ele for chato. Por isso fazemos aulas de escrita criativa, além de atividades artísticas afim de estimular a criatividade. Da mesma forma, é preciso criar um layout atrativo. As cores, tipografia, tudo isso influencia no resultado. É por este motivo que estudamos diagramação, edição, utilização de elementos gráficos.

Uma das coisas que aprendemos é a importância das fontes. Um texto bem fundamentado conta com um bom trabalho de pesquisa, seja ela bibliográfica, de campo ou através de entrevistas. Tudo é material. E registrar esse processo, com fichamentos, gravações e fotografia pode evitar dores de cabeça no futuro, principalmente no que se refere à direitos autorais, uso de imagem e veracidade das informações. Creditar é bom e é bonito: deixa seu trabalho mais profissional.

Citar dados, números, também é bonito, quando bem feito. Mas a menos que você seja da área de exatas, ninguém vai gostar de ler números e ainda pode ter dificuldades para compreender a informação. É aí que o estudo de elementos gráficos entra novamente a nosso favor: para que possamos traduzir esses dados em gráficos, usando cores e formas como um auxílio visual na compreensão do mesmo. Sensos de pesquisa, estatísticas, relatórios de economia: tudo se traduz em gráficos.

Porque, como um dos meus professores sempre diz, o jornalista é um tradutor. Nós entrevistamos um profissional que utiliza em linguagem técnica e traduzimos numa linguagem acessível ao público. Se você escreve num canal especializado OK, pode até usar termos de conhecimento específico daquele público. De qualquer forma, a regra é: quanto mais simples, melhor.

As dicas não se alteram se você produz conteúdo em foto, áudio ou vídeo, ou ilustrações. No final, tudo é texto: seja pelos roteiros criados, transcrições ou mesmo pela construção narrativa que se percebe naquele produto. Porque todo jornalista é um contador de histórias. E a capacidade de contar histórias independente do meio torna o ofício ainda mais bonito e gostoso de viver.

Então, ainda que não seja necessário portar um diploma para exercer a profissão, nós vamos para a faculdade estudar técnicas, teorias, história. Porque entender a história do jornalismo e da comunicação faz toda a diferença no desenvolvimento de um pensamento crítico. Precisou eu me afastar da faculdade por quase 2 anos para compreender o valor do curso e ter certeza da minha escolha. Neste semestre espero eliminar mais 3 disciplinas das 7 que deixei pendente quando abandonei um semestre. Posso pegar meu diploma tardiamente, considerando que ingressei em 2013, mas quero que seja merecido e não feito nas coxas.

sexta-feira, dezembro 28, 2018

Darkness is coming: Autorretrato

dezembro 28, 2018 0 Comments
Eu precisava expressar o que eu estava sentindo de alguma forma, e aí surgiu este breve ensaio. Dividido em três momentos, Darkness é sobre sentir, se frustrar, viver em negação e reprimir-se, para então renascer, através da dor, da compaixão, da inocência, e enfim ser livre, voar.



















Eu não sinto mais vontade de dançar, e isso me preocupa. A dança é o meu remédio, minha terapia. O que eu vou fazer sem ela em minha vida?

Eu temo pelo futuro. E talvez, essa falta de vontade é apenas um reflexo disso. Tudo passa, não? Esperança.




Ah, os acessórios utilizados no ensaio são da Lehonora Tribal <3

Casório

dezembro 28, 2018 0 Comments
Em novembro, enfim me casei. Eu e o meu agora marido planejávamos isso desde que fomos morar juntos. Vamos por parte: primeiro a oficialização e, futuramente, quem sabe, uma festa, um jantar com os familiares. Mas, com a família meio quebrada e a escassez de amigos, acho que esses eventos sociais levará mais tempo do que gostaríamos. Vamos privilegiar as viagens, nossa eterna lua de mel.

Esperávamos ao menos fazer uma cerimônia no cartório, mas para isso teríamos que agendar com antecedência de 3 meses, e não dispúnhamos deste tempo. Queríamos casar, e já. Então foi sem cerimônia mesmo. Ainda assim, comuniquei as pessoas mais próximas, convidei para um café quando convir. Tudo o que eu esperava era ouvir um "parabéns!" e sentir que ficaram felizes por nós. Mas, ao invés disso, muitos dos comentários que ouvi só serviram para eu me sentir cansada.
  • Mas vocês já não eram casados?
Muita gente pensou que quando fomos morar juntos havíamos nos casado. Outras consideram que morar junto já significado estar casado, mesmo sem oficializar a união estável. É verdade, por já estarmos numa união estável só foi preciso converter o estado civil para casado, mas, ainda assim, não é a mesma coisa para mim. Até então, eu morava com o meu namorado e ponto.
  • E a festa?
Fazer uma festa demanda um orçamento que - pagando aluguel, com dívidas pendentes e planos para o futuro próximo - não é possível para nós sem o auxílio dos amigos e familiares. Se alguém quiser me dar uma festa, eu aceito! Se não, conforme-se, rs. Até pensei de planejar um coquetel, festa de solteira ou alguma coisa do tipo, mas não consegui - novamente, não tive ajuda.
  • Cadê o anel?
Não uso aliança. E não se trata de um protesto nem nada do tipo, eu não gosto mesmo, acho dispensável.
  • E a lua de mel?
A gente adora viajar e fazemos isso sempre que possível. Com as condições atuais, viagens grandes somente 1 ou 2 vezes por isso. Se lua de mel é isso, então pronto, já tivemos e teremos sempre! xD
  • Você está grávida?
Também pensaram isso quando decidimos morar juntos, às pressas, para variar. Não tô grávida, nunca estive e não ficarei tão breve, para o descontentamento do meu pai, que só sabe me perguntar isso nas raras vezes que a gente se fala.
  • Por que você mudou seu sobrenome?
Alguns acham cafona, fora de época, essa coisa de pegar o sobrenome do marido. Eu concordo. Infelizmente não é mais possível trocar todo o sobrenome, somente 1. Eu queria me desvencilhar do sobrenome herdado do pai e o Souza que eu uso como pseudônimo vem do nome da minha mãe, olha só. Então só tornei meu nome real pegando o Souza do meu marido. Ele não quis pegar um sobrenome meu pelo mesmo motivo que eu estava pegando o dele: não queríamos vínculo com a família do meu pai. O que leva a próxima pergunta...
  • O que os seus acharam de vocês casarem desta forma?
Humm, nada? Nem tem que achar. Meu pai eliminou qualquer possibilidade de termos uma relação mais próxima. E meu marido não fala com a mãe dele há anos. Nossa família se resume então, da minha parte, à minha mãe e meu irmão; da parte dele, apesar dos parentes e etc, até o momento ninguém veio nos visitar nem nada. Então não faço questão que aparecessem numa cerimônia simbólica. Tenho mais consideração pelos seus colegas de trabalho, que estão com ele diariamente e sabem tudo pelo que passa.
  • Por que só agora?
Essa pergunta até que fez sentido para mim. Temos as nossas justificativas. Primeiro, estávamos passando por um momento delicado na família, com meus sogros se divorciando e o falecimento de uma tia do meu marido, então resolvemos esperar, por respeito. Segundo, pelo orçamento, combinamos de casar quando entrasse um dinheiro extra e, sim, levou três anos para isso. Terceiro, pelas necessidades burocráticas, principalmente com relação ao trabalho do meu marido - em caso de doença, falecimento e gravidez, agora estamos assegurados. Financeiramente, somos dependentes um do outro e podemos abater mais do imposto de renda, dentre outras coisas.

Li em algum lugar que o Brasil tem uma média de 3 casamentos por pessoa, então eu e meu marido sempre brincamos que este é só o primeiro e tem tudo para dar errado. Com isso em mente, quero festa de divórcio, e espero sinceramente que, no próximo casório, ouça apenas um "parabéns!".

"Casar" significa sair do cartório e levar os documentos no RH para ganhar 7 dias de folga. Eu nem precisava estar junto xD

quinta-feira, dezembro 13, 2018

Meu calendário de viajante 2019 by O Verbo

dezembro 13, 2018 0 Comments

Nunca havia comprado um calendário de mesa antes, sempre ganhei de presente ou consegui através de ações promocionais de varejos e etc. Mas o calendário de viajando d'O Verbo realmente me conquistou, e vou listar os motivos aqui:
  1. É muito fofo <3
  2. Eu adoro coisinhas de papelaria e coisinhas artesanais, e este calendário une os dois!
  3. Eu amoo ilustrações aquareladas e frases inspiradoras e, adivinha? No calendário tem ^^
  4. Estou sempre olhando datas, de verdade. Seja no celular, no computador, na folhinha que deixo pendurada na cozinha, bem acessível. Então pensei que um calendário de mesa seria muito útil para quando eu estiver com urgência em conferir datas! Também tenho um calendário no meu planner, mas não é a mesma coisa.
  5. Já tenho várias metas para ticar em 2019, mas eu adoro viajar e muitas vezes abro mão das coisas para cair na estrada, por vezes só pelo prazer de respirar novos ares. O calendário do viajante, como o próprio nome diz, vai ser meu lembrete diário de sair do meu casulo!
Ele chegou assim, com um cartão escrito à mão e um brinde de natal. Já disse que amo receber coisinhas pelo correio?

Frase, ilustração e, não menos importante, o calendário ^^ São dois meses por página, e tem os feriados nacionais embaixo. Ah! As folhinhas são destacáveis e podem ser enquadradas como decoração <3
Já arrumei um lugarzinho para ele aqui na minha mesa, super combinou com os demais itens! hahaha
É isso! Que venha 2019!

segunda-feira, dezembro 03, 2018

BuzzFeed News e Netflix em “Seguindo os Fatos” e O Futuro dos Conteúdos Falsos

dezembro 03, 2018 0 Comments

Mais conhecido pelos conteúdos fúteis, como quizzes e testes, muitos desconhecem a seção de reportagens do site BuzzFeed, uma empresa de notícias norte-americana fundada em 2006 com o intuito de criar conteúdo viral para a internet, hoje reconhecida como a rede global líder de mídia independente digital. Os bastidores dessas produções são o tema da série documental Seguindo os Fatos” (“Follow This” no original, em inglês), lançada em 23 de agosto no catálogo do popular serviço de streaming Netflix, com 20 episódios de 15 minutos de duração cada, trazendo em foco diferentes jornalistas durante a apuração das reportagens, bem como verificação de dados, alternando entre pautas relevantes de política, cultura, tecnologia e comportamento, em meio a temas polêmicos e contraditórios.

Um episódio em especial, “O Futuro dos Conteúdos Falsos”, aborda como a equipe editorial do BuzzFeed News lida com as “fake news” - notícias falsas que se espalham rapidamente pelas redes sociais, comprometendo a visão popular dos fatos, um problema comum no jornalismo atual. No episódio, o repórter Charlie Warzel mostra como a tecnologia cada vez mais sofisticada pode confundir realidade e ficção, alimentando a desinformação, como descrito na chamada do vídeo. Para exemplificar, o jornalista utiliza softwares de manipulação digital que permitem alterar fotos, vídeos e áudios, e simula uma chamada telefônica para sua mãe.



Em resumo, ainda que com o crescimento das agências de fact checking pelo mundo, que realiza a checagem de informações das notícias publicadas, Charlie Warzel frisa a grande responsabilidade de mídias como o Google e o Facebook no combate e conscientização dos conteúdos falsos, e alerta para um futuro próximo e assustador.

Outros episódios trazem mais assuntos inusitados e polêmicos, como tendências curiosas da internet, o mercado dos influenciadores digitais, o movimento dos direitos masculinos, dilemas éticos da fertilização in vitro, a produção de robôs sexuais e o uso de drogas injetáveis. Em meio a esses assuntos, também temos conteúdos mais leves, como por exemplo, a literatura amish. Vale lembrar que a série tem classificação etária de 16 anos.

sexta-feira, novembro 30, 2018

Hipertexto

novembro 30, 2018 0 Comments

O termo não é incomum: citado pelos internautas como uma conexão entre um conteúdo e outro - podendo se referir desde a uma publicação em sites, redes sociais e impressos à arquivos de mídia como vídeos, fotos, ilustrações, áudios, sem necessariamente conter um "link" - o hipertexto mais do que nunca, faz parte da atual era da comunicação, em que tudo, de certa forma,e está relacionado.

É o chamado universo da "cibercultura", conceito abordado pelo pesquisador Piérre Levy desde o século passado. Em sua obra, "Tecnologia da Inteligência", o autor enumera as 6 principais características do hipertexto, que vai muito mais além do que uma simples "conexão". O princípio da exterioridade é um deles, onde, em resumo, diz que todas as ligações que fazemos ao relacionar um conteúdo a outro vem de influências externas, vivências pessoais, aprendizados. Cada informação nova que recebemos é armazenada em um lugar da nossa mente, e isso acontece a todo mundo quando "consumimos" conteúdo, através da cultura pop - filmes, músicas, eventos - bem como da leitura e estudo.

Como jornalistas, então produtores de conteúdo, temos uma responsabilidade ao criar essas conexões, multiplicando saberes, gerando empatia e, principalmente, aumentando a área de alcance do conteúdo produzido. Um texto multimídia bem feito pode levar o leitor a navegar e explorar o conteúdo de diversas maneiras, mas sempre retornando à fonte principal, sem se perder no caminho. Mais do que multi-janelas em tela bidimensional, permite criar diversos planos em nossa própria mente / imaginário, nos transportando para diferentes dimensões.

Esquadrão DogHero: Operação Final de Ano

novembro 30, 2018 0 Comments
Em dezembro vai completar 1 semestre que eu me cadastrei no DogHero, disponibilizando o espaço do meu apê para hospedar cachorrinhos. Já que por enquanto não tenho condições de adotar um, e também como estou trabalhando em casa, a ideia era receber esses peludinhos durante a semana para me fazer companhia. Mas logo vi que precisaria do apoio do meu marido para dar conta do serviço, afora que precisamos fazer alguns investimentos para adequar nosso apartamento para a vinda dos pets. Também ajustamos os pré-requisitos da hospedagem conforme nossas experiências anteriores. 

Posso dizer que oficializamos nosso compromisso com o aplicativo ao assistir uma série de palestras na tarde de ontem num evento promovido pela equipe DH para todos os herois. Saímos de lá com uma camiseta de brinde, um certificado simbólico e muito empolgados com as hospedagens que virão!


O evento teve início com uma apresentação do CEO, Eduardo Baer, falando um pouco sobre o início da empresa, projeções e as novidades que estão chegando no aplicativo. Em resumo, a DogHero teve início em 2014 e atualmente está presente em 3 países: Brasil, Argentina e México. Agora, além da hospedagem, também conecta os clientes com passeadores. O aplicativo traz uma página personalizada do heroi, com avaliações, agenda de hospedagens e a caixa de mensagens, onde fazemos o orçamento e validamos a hospedagem, agora também com a opção de fazer check-in.

Meu perfil de anfitriã <3

Antes de confirmar a hospedagem, nós fazemos um pré-encontro. Ou tentamos fazer. É o momento de conhecer o pet e conversar com os tutores para saber mais sobre o bichinho, ver como ele vai se sentir no ambiente em que ficará e como reage com a presença de pessoas estranhas e outros animais.

Meu primeiro pré-encontro foi com a Lili e seus tutores, uma shitzu muito fofinha, mas que deixou minha gatinha amedrontada. A hospedagem não se realizou e eu fiquei muuuito mal. Aí, em Junho, a tutora da Isa fez contato para passarmos uma noite com ela, já que o hotel onde estava hospedada recusou a pequena. A Isa é uma shitzu carioca e já idosa, super comportada e que adora passear. Depois da Isa vieram as irmãs de criação Grecca e Cacau, uma yorkshire e uma shitzu super brincalhonas, a tutora delas trouxe brinquedinhos, a casinha delas, tapetes higiênicos, comidinhas e petiscos, tudo certinho. O período de hospedagem todo foi uma festa.

Senhora Isa sendo observada pela Fury, minha gatinha
As irmãs Cacau e Grecca, sempre juntinhas
Em Outubro recebemos a Belinha, uma filhote SRD branquinha e cheirando a talco. Cheia de energia e com dificuldades de fazer xixi no lugar certo. A hospedagem dela coincidiu com um evento que tínhamos, e sua tutora autorizou levarmos ela conosco e foi um sucesso, a estrelinha da festa. Com a Belinha, surgiu o interesse de outros tutores de filhotes. Isso porque, por não serem castrados e não terem tomado todas as vacinas ainda, deixá-los em casas com outros cachorrinhos não é o ideal. Com isso, recebemos a Duda, uma pug pretinha que adora morder. Agora, no Natal, receberemos a Lola, uma filhotinha de spitz alemão, já estou ansiosa :)

Belinha descobrindo a natureza

Duda mordedora

O Juarez foi o primeiro e único shitzu macho não-castrado que recebemos. Apesar de ser um bebezão fofo, tivemos problemas para controlar sua necessidade de marcar territórios pela casa. Por fim, conversei com seu tutor que não seria mais possível recebê-lo, e infelizmente fiquei sem avaliação por isso (o que prejudica o status no app). O pior é que eu já havia agendado um pré-encontro com o Flok, de mesmo perfil, e precisei recusar a hospedagem. É claro que nenhum papai e mamãe gosta de receber uma recusa, seja qual o motivo, mas considerando que se trata de um serviço particular, precisamos nos precaver também para evitar dores de cabeça.

Tanto o Juarez quanto o Flok foram os únicos que mostraram sinais de agressividade, este último em pouco tempo de pré-encontro rosnou, latiu, marcou território. Talvez por ter se sentido acuado num ambiente estranho, mas eu não podia correr o risco de repetir a experiência que tivemos com o Juarez. Dócil na maior do tempo, exceto quando contrariado. O Juarez não gostou de ouvir não.

Juarez, 3 aninhos
Para falar sobre comportamento canino e como lidar com esses episódios, o Esquadrão DogHero recebeu o Alexandre Rossi como convidado. Infelizmente o tempo da palestra se mostrou muito curto para cobrir todos os assuntos que ele havia preparado para nós, e parte do tempo foi perdido com a intervenção das heroínas presentes, que queriam levantar questões sobre experiências pessoais. A segunda palestra, com uma veterinária e anfitriã, tratou da organização e higienização da casa, e, mesmo demonstrando experiência no que faz, recebeu pitacos do público sobre o uso de produtores de limpeza específicos (com amônia), por exemplo. A última palestra foi sobre primeiros-socorros, alimentação, calendário de vacinas, infecções e as necessidades especiais de cachorinhos deficientes e idosos, achei muito proveitosa, mesmo com, mais uma vez, a intervenção de outras veterinárias presentes no público que insistiam em falarem sobre suas visões sobre os assuntos abordados, prejudicando a dinâmica do evento.

O que seria o coffee break ficou para o final do evento, e valeu a pena esperar: formos surpreendidos com uma variedade de pães, geleias, salgados folheados, café e refrigerante. Também tiramos uma foto, ganhamos camisetas de brindes e um certificado simbólico, como já havia dito. O espaço escolhido para a realização do evento foi o Meu Quintal, em Perdizes-SP. Particularmente, achei que o espaço ficou um pouco tumultuado com 150 anfitriões presentes, e espero que melhorem a logística do próximo encontro - estaremos lá :)

Eu e meu, enfim, marido :)

quarta-feira, novembro 07, 2018

Neon: Conta Digital

novembro 07, 2018 0 Comments
Sem faturas, sem aquela chateação toda com agências, as contas digitais oferecem uma série de vantagens para quem é adepto de aplicativos de compras e pagamentos, bem como serviços de assinaturas.

Eu já utilizo serviços como o picpay e boleto bancário para gestão financeira, mas ainda estava sentindo falta de um cartão de crédito. Todavia, após fechar acordo de pagamento com meu banco atual, sem chances de ser aprovada para um cartão :/ Então resolvi tentar o digital.

Primeiro eu solicitei um da Nubank e, como esperava, não foi aprovado. Aguardei o prazo de seis meses para tentar novamente e nada. Aí recentemente soube da Neon, uma conta digital que pode ser movimentada pelo aplicativo, com cartão de débito físico, e a opção do cartão virtual para compras online na função crédito (mas que é debitado na hora). Também tem opções de investimentos, dentre outros benefícios.

Solicitei o meu e chegou muito rápido. Agora eu fiz o pedido de um de crédito internacional, que preciso muuito, torço que dê certo. Enquanto isso, aos poucos, vou atualizando minhas transações bancárias e assinaturas atuais... Spotify, Netflix, Uber, IFood, Datura, dentre tantos outros.

Visa o/
Que fofinho essa assinatura impressa ^^


Minha Calça Thai

novembro 07, 2018 0 Comments

A Calça Thai é uma loja online de calças tailandesas, lançada em 2015. As peças são desenhadas e produzidas à mão no norte da Tailândia e transportadas para o Brasil, dentre outros países. Com valores acessíveis e material de qualidade, alinhada com as tendências de moda sustentável, a empresa traz a prática de "comércio justo" como filosofia, garantindo que nenhum menor de 18 anos está envolvido na produção das peças, homens e mulheres tem igualdade no local de trabalho, além de promover a consciência ambiental e animal.




As comunidades do norte da Tailândia têm a tradição de usar calças largas há muito tempo. Resolvemos, então, reinventar este tipo de vestimenta e adaptá-la aos tempos atuais, mas respeitando as raízes históricas. Promovemos produtos modernos baseados em tradições tailandesas locais e produzimos localmente. Isto mantém as tradições vivas e proporciona uma renda às áreas rurais.


Atualmente com diversas coleções disponíveis, incluindo modelos masculinos e unissex, cortes envelope e pescador e plus size, as calças Thai são as favoritas de grávidas, praticantes de yoga e adeptos do ar livre, como eu. O modelo que eu escolhi foi uma calça de tons fortes, alegre e colorida, vermelha bordô, que também pode ser usada como macacão.

Estampa Calça Thai Vermelha. Foto: Calça Thai
A cada 2 a 3 meses rola um concurso de fotos nas redes sociais que premia um cliente com uma nova calça thai. Para tentar a sorte, fiz uma série de fotos e também um videoclipe :)

No Instagram







No Youtube


+ Fotos





Meu primeiro Antix

novembro 07, 2018 0 Comments

Já fazia um tempo que eu vinha namorando a Antix pelo Instagram, com seus posts fofinhos de pelúcias e pets, repletos de tons cor-de-rosa, que meu lado menininha adora. A delicadeza é tanta que não tinha certeza se funcionaria bem para mim, afinal, meu outro é basicamente um molequinho, rs. Também não tenho o padrão "modelo", alta e magra e branca, que é a imagem que a marca acaba vendendo. Mas, deixando a auto-crítica de lado, me identifico com outras conexões que o vestuário traz: literatura, cinema, viagens, vida de blogueira, enfim, me dei uma chance, resolvi experimentar algumas peças e apostei num modelo da nova coleção de verão 2019: Videolocadora.

Já estouramos a pipoca e nos aconchegamos no sofá. Agora só falta apertar o play para dar início a horas a fio de aventura, comédia, ficção e muito romance. Mais do que expectadoras, seremos protagonistas dessa história cheia de beleza e frescor, escrevendo juntas o roteiro de Videolocadora: o verão 2019 da Antix.

Em um contexto onde a moda feminina tendia a tornar-se commoditie e parecia que o mercado brasileiro já não conseguiria uma renovação, surgiu a Antix. Criada em meados de 2006 na cidade de São Paulo, a marca tem como propósito despertar sensações positivas por meio da conexão emocional e desejo que oferece com seus produtos. 
O design autêntico e cuidadosamente elaborado traz estampas exclusivas que contam histórias e tornam os produtos únicos e especiais. As coleções se inspiram em um ambiente cosmopolita de cidades como São Paulo, Londres, Tóquio, Nova Yorque e Paris. 
A Antix alia o romantismo ao vintage para proporcionar a atmosfera ideal à consumidora exigente, de alma jovem e feminina. A mulher Antix quer mais do que apenas “estar na moda”, ela busca uma experiência completa com a marca com a qual se relacionará e que esta experiência reflita exatamente seu estilo de vida.

Videolocadora é uma coleção nostálgica com muitas cores, elegância e romantismo, lançada no evento único produzido pela equipe, "Cinetix", que sorteou um número de clientes para assistir uma série de filmes e, claro, comer pipoca.

Ah, eu sou do tempo que alugávamos VHS aos finais de semana e reunia os amigos em casa para assistir filmes. Eu adorava passear entre os corredores das locadoras. Na cidade onde vivi a melhor parte da minha infância, Extrema-MG, até hoje ainda não tem um cinema, e, quando criança, o jeito era mesmo esperar sair para locação. Haja ansiedade! Já aqui em São Paulo, a locadora ficava no caminho da escola e, na frente, uma simpática senhora vendia churros. Eu comia quase todos os dias!


A peça que eu escolhi é um vestido midi "Depois da Meia Noite", com decote V transpassado, alças finas com regulagem, amarração e zíper invisível nas costas. Todo estampado, acompanha também um cinto.