A Dançarina e o Dragão

Estou tentando construir um romance histórico, que nada mais é do que uma história cuja trama se passa em tempos neoclássicos. Além de costumes e tradições que se perderam no tempo, quero incluir um pouco de misticismo na obra, e isso justifica o “dragão”. É claro que terei que pesquisar muuito, não tenho muita bagagem quando se trata de romances históricos, mas é um bom motivo para eu estudar alguns livros que sempre me foram alvos de leitura, como 1808 e tal. Além disso, adoro filmes que retratam guerras, reinos e tal, como o que assisti recentemente: O Príncipe Persa.



Vamos à história? A base da sinopse está com mais ou menos 5 páginas, então não vou publicar tudo aqui, apenas alguns trechos. A história se passa num vilarejo que provisoriamente se chama Nova Odessa, que devido à expansão de comércio atraiu novos moradores e as lendas locais foram perdendo força.
“ Ela sentia falta do vilarejo modesto em que cresceu, com suas lendas e festas sazonais. O lugar ainda conservava sua beleza natural: uma vastidão de terra por entre as ruas da cidade, que por sua vez era cercada por montanhas e mais montanhas nebulosas.
Os primeiros habitantes de Nova Odessa foram uma tribo ancestral que realizava rituais de adoração à flora e à fauna do local, eles cultivavam ervas medicinais e acreditavam que a água do rio Zoe era abençoada, além de rezarem histórias de animais místicos como a serpente que fala e o dragão que se mantinha escondido nos cumes das montanhas mais altas, temendo a civilização do homem.”
A protagonista da história é uma jovem e bela órfã chamada Anita, que trabalha muito e adora festejar. Dona de um coração de ouro e temente a Deus, ela fez uma promessa de só se entregar ao homem que amasse e fosse correspondida. O cavaleiro pelo qual ela se apaixona ainda não está muito definido, só sei que ele é um guerreiro que vem de longe e promete grandes mudanças em Nova Odessa.
“Seu nome era Anita Bruce. Ela era órfã, não tinha irmãos e nem era casada. A mãe morreu no parto e o pai foi comido por um lobo selvagem na calada da noite quando voltava do estrangeiro, aonde ia uma vez por mês para buscar diferentes objetos e enriquecer o comércio que mantinha no centro do vilarejo. Ela tinha apenas doze anos. Sem parentes próximos, ela largou a escola para poder ajudar nas colheitas e na criação dos gados da vizinhança, assim ganhava seu pão de cada dia.
A infância mal vivida ensinou Anita a ser uma trabalhadora ligeira e independente. Apesar dos desprazeres por qual passou, ela não era triste nem ranzinza. Dotada de carisma e uma beleza cativante, Annie era muito querida por todos, mas não confiava em ninguém o suficiente para fazer confissões. Com dezessete anos ela já possuía seus próprios cavalos: um corcel forte e ágil e uma égua orgulhosa.”
E aonde entra o dragão? Bem, como todos sabemos, o dragão é um ser místico. Segundo as lendas de Nova Odessa ele se escondia entre as montanhas. Eis que Annie descobre o esconderijo do dragão, e apesar do medo e do confronto inicial eles acabam se tornando grandes amigos. Ela passa a lhe visitar com frequência, e seus sumiços acabam chamando a atenção do povo de Nova Odessa, que percebem que ela está escondendo algum segredo e começam a inventar várias histórias, como a suspeita de que ela está vivendo um romance. O dragão protege Annie das más companhias e a tira de vários apuros, se esforçando para nunca ser visto. A única pessoa que sabe do segredo de Anita é o cavaleiro que ainda não tem nome, e ele acaba usando esse segredo para persuadi-la a se envolver com ele.
“Quando o viu, os olhos num vermelho sangue expressando sua raiva interior, as evidentes narinas soltando uma fumaça quente anunciando que o enxofre subiria por sua garganta a qualquer momento, a cauda cumprida e pesada numa inquietude perturbadora... Não soube o que fazer, o que acalmaria um dragão? Tomando como som as patas pesadas dele contra o chão, ela começou a dançar. Alinhou a postura, olhou-o dentro dos olhos e permitiu que seu corpo ganhasse vida. Já não era mais a Srta Anita Bruce, e sim a dançarina Annie Bruce.
Os movimentos graciosos dela acalmavam o fulgor do coração do grande dragão. Ele já não mais temia, pois uma bela moça capaz de manusear uma espada afiada com delicadeza também seria capaz de persuadir um homem com sua beleza e usar a lâmina lustrada a seu favor.”
A ideia é incluir na história o pouco que conheço da dança do ventre, retratando as origens de cada vertente da dança, descrevendo os movimentos básicos e os principais elementos, objetos, instrumentos e ritmos usados na dança. Dará um ótimo romance, mas antes de desenvolvê-lo preciso me “alimentar” de um pouco de conhecimento.

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