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quinta-feira, dezembro 24, 2015

Delícias de Soraia: A Primeira Vez

dezembro 24, 2015 0 Comments
Quando Nágila e eu nos aconchegamos na cama, fiquei nervosa. Senti aquele friozinho na barriga típico de quem é virgem. Mas aquela não era a minha primeira vez.

Tá legal, aquela era a minha primeira vez com uma mulher. Da mesma forma que Nágila se sentiu despreparada e confusa quando fez sexo anal pela primeira vez. Mas, o que nunca havia se passado pela minha mente antes, Nágila tinha prática em transar com mulheres e, portanto, facilitaria as coisas para mim, tolerando minha inexperiência. 

Ela sabia que dividir uma ou duas doses de uísque comigo era o suficiente para eu não ficar tão tímida no momento. 

Enquanto se despia, Nágila sorria maliciosamente para mim. Fiquei tão hipnotizada com seu jeito de tirar as roupas e mostrar aos poucos o seu corpo nu que me esqueci de me livrar das minhas. Nágila era linda nua. 

Quando trocávamos de roupa perto uma da outra ou quando ela pedia minha ajuda para espalhar o creme na pele, sempre admirei seu corpo. No início pensei que era inveja, mas depois soube que não. Eu adorava o tom moreno da sua pele, mas também apreciava meu tom rosado e não queria mudar de cor. Então, simplesmente soube que lhe admirava. 

Porém, nesse momento, eu estava lhe vendo com outros olhos. Não era admiração e sim, atração. Eu estava lhe desejando. Nossa, e como! Como eu queria lhe tocar. Logo, percebi que estava ficando excitada, e que minha expressão revelava isso de alguma forma, se não Nágila não estaria me respondendo com um beijo enquanto me despia, ansiosa. 

Sentia-me um pouco constrangida, mas nada que pudesse me tirar a ideia de curtir aquela noite quente. Já nuas, com os corpos lado a lado na cama, Nágila olhou-me com um jeito provocante, com um sorriso doce na ponta dos lábios, enquanto afastava alguns fios de cabelo dos meus olhos, dando-me selinhos ternos e demorados. Minha vontade era de fechar os olhos, mas queria olhar-te, ao mesmo tempo, e me senti envergonhada demais para abaixar a cabeça e analisar seu corpo. 

Do meu rosto, sua mão desceu para um dos meus seios, o qual acariciou de leve. Não pude evitar que eles inchassem e apontassem para ela. Isso funcionou como um convite, pois logo sua boca escorregou pelo meu queixo, demorou-se em meu pescoço, mordiscando de leve minha orelha e então, abocanhou meu seio e lhe chupou o suficiente para me arrancar uns gemidos e não segurar o ímpeto de prender seus cabelos em meus dedos. 

Para meu espanto, a boca de Nágila tornou a descer, parando em meu umbigo. O prazer aumentou, mas eu ainda desejava mais, só não sabia como pedir. Quando Nana começou a descer lentamente, não aguentei e pedi que parasse. 

- Ei, relaxa Soraia! Não tenha medo. – disse ela. 

Não é a toa que dizem que somente uma mulher pode saber verdadeiramente o que outra mulher quer, pois quando Nágila me tocou com a língua eu quase explodi. Então, lá estava ela, entre minhas pernas, fazendo círculos com a língua e colocando-a de leve dentro da minha vagina, e o mais impressionante de tudo, soprando-a, proporcionando-me sensações de refrescância. 

Eu me segurava nos lençóis da cama, totalmente descontrolada, quando ela veio ao encontro dos meus lábios novamente. E então, sem nada dizer, pegou minhas mãos e passou contra seu corpo inquieto, que se encontrava em cima de mim. Ela não precisava dizer nada, eu sabia o que queria. Então, cautelosa, toquei-lhe com o dedo, fazendo círculos no clitóris. Depois, coloquei um dedo dentro dela. Insatisfeita por não preencher o espaço, coloquei mais um. Surpreendi-me quando ela me pedisse que colocasse em outro lugar, Ela se referia ao seu anús. 

Ouvir seus gemidos contra o meu ouvido enquanto ela expressava seu prazer me arranhando era uma delícia. Porém, eu estava certa de que não era nem de longe sua melhor parceira de cama. 

Deliciamos-nos com carícias a noite inteira. Nágila conseguiu fazer com que eu relaxasse e me pediu que eu fizesse tudo o que sentisse vontade. Mas mesmo vendo que ela estava gostando, ás vezes eu me sentia uma idiota, com medo de não estar fazendo certo. 

Afinal, Nágila curtia vários apetrechos sexuais, como algemas e loções que transmitiam sensações diferentes. Quando dormimos, estávamos exaustas, mas eu me sentia leve e em paz. Talvez por que não sentiria ardência ao usar o banheiro na manhã seguinte. 

Sem dúvidas, namorar uma mulher era bem mais curioso, prazeroso e relaxante. Pois uma sabia o que a outra sentia, então os segredos se desfaziam. Uma mulher não.

. . .


Abri os olhos antes dos primeiros raios de sol alcançarem o céu, aquela sensação gostosa pós-sexo percorrendo meu corpo, nada aquela dorzinha incômoda no pé da barriga. Ao meu lado, o corpo esguio da Aline se aquecia junto aos meus, seus cabelos negros, tão cheirosos, fazia cosquinha na minha orelha direita. Ela era linda dormindo. 

Então, a consciência me atingiu em cheio: Deus, eu sou lésbica! Isso não parece certo, sou cristã. Ok, não sou uma católica devotada, mas lembro-me de ter feito catequese quando criança. Além disso, eu amo o Mateus. Não amo? Então, acredito que isso faz de mim apenas uma simpatizante. É isso. A Aline é minha melhor amiga, é natural me sentir atraída por ela. Não é? O que tivemos ontem foi tão bom... acho que eu faria de novo. Faria, sim. Então talvez eu seja bissexual!! Nossa, esse termo não é nada bonito... soa tão mal. 

- Soraia? Você ta legal? – Aline me encarava com o rosto amassado contra o travesseiro, seus olhos de amêndoas doces brilhavam de ansiedade. 

- To! Claro! – respondi de prontidão, tentando soar o mais verídica possível. 

Um sorrisinho malicioso despontou na ponta de seus lábios. 

- Então porque está fazendo careta? – disse ela, me enlaçando com mais força. - Você sempre faz caretas quando pensa demais. 

Se fosse uma gatinha, estaria ronronando de prazer. 

- Estou pensando qual o melhor rótulo para o meu caso recém-descoberto. – sincera, desviei os olhos envergonhada, minha boca querendo sorrir, mas eu não permitia. 

Sem resistir, Aline soltou uma risada gostosa, talvez um pouco estridente. 

- Relaxa, ruivinha. Não precisa pensar nesses paradigmas idiotas. – seguiu-se alguns segundos de silêncio para que eu me reconfortasse. - Vou fazer um café pra gente! – dito isso, ela me pegou de surpresa num selinho rápido e molhado e se levantou. 

Sem me conter, admirei a maneira como o shorts do pijama se agarrava às curvas do seu quadril. Mordisquei o lábio, passando a língua por onde sua boca havia encostado na minha. Mais uma vez, aquela sensação deliciosa percorreu o meu corpo... eu estava apaixonada.

As Delícias de Soraia: Primeiro Beijo

dezembro 24, 2015 0 Comments
As lágrimas lhe encharcavam o rosto, inclusive seus lábios em forma de coração, que tremiam enquanto ela dizia que me amava. Com as nossas testas encostando uma na outra, compartilhamos aquele momento de dor. Sim, eu estava triste também, mas não tinha o que falar para aliviar aquela sensação ruim. 

Então, ainda com os nossos olhos fechados, ela segurou meu rosto entre suas mãos e me beijou de leve nos lábios úmidos. Eu fiquei espantada, mas ao mesmo tempo notei que a sensação era boa. Tão boa que nem abri os olhos, e abracei-lhe com mais firmeza. Foi aí que nosso abraço deixou de ser amigável para se tornar amoroso, com as mãos acariciando a pele morna uma da outra. 

Não sei exatamente quando, mas o soluço simplesmente se cessou e estávamos com a boca encaixada uma na outra, apreciando o prazer que aquilo proporcionava. Nossa, como ela beijava bem! Muito melhor que qualquer homem que eu já havia beijado. E éramos da mesma altura, portanto eu não ficaria com dores no pescoço depois. E seu corpo contra o meu era muito mais macio, mais aconchegante do que grudar num monte de músculos. 

Nágila era uma garota espetacular. E logo eu soube que toda aquela atração que sentia por ela desde o colegial não se tratava de admiração e sim de desejo. Eu sempre fora apaixonada por ela e não sabia. Aquela dor de vê-la chorando era que doía em mim também. 

De início, quando ela revelou tudo para mim, fora uma grande surpresa, eu fiquei confusa, desnorteada, como se só pelo fato de ser gay ela fosse se atirar pra cima de mim a qualquer instante. Mas, depois que o choque passou, passei a me preocupar com minha forma física e se ela me achava atraente.

quarta-feira, dezembro 23, 2015

Bate Forte o Coração LGBT

dezembro 23, 2015 0 Comments
Houve um período que eu tomei conhecimento de uma editora que publicava romances LGBT gratuitamente no intuito de fortalecer a cena na área, então, além de pensar em novas histórias dentro da temática, também pensei em incluir um romance lésbico no meu projeto de livro "Bate Forte o Coração". O papel caberia à uma nova personagem, Evelyn, bissexual declarada, prima de Andressa, melhor amiga de Nara, protagonista do romance escrito em formato de diário.

No início, Nara morre de ciúmes de Evelyn. Mas as duas começam a se dar bem e Evelyn se apaixona por Nara.  Nara também gosta dela, mais do que do seu namorado. Mas se preocupa com a reação das amigas e da família.  Um dia elas se beijam, e não restam dúvidas de que uma está apaixonada pela outra. Nara recorre a Loraine, que conta que já beijou mulheres, mas que nunca passou de curiosidade e atração física.

sábado, dezembro 12, 2015

Ler, Reler e Escrever

dezembro 12, 2015 0 Comments
As férias mal começaram e já coloquei um plano de leitura em prática. Todavia, ao invés de atacar títulos novos, resolvi dar início a releitura de alguns prediletos que agora habitam minha estante, de autoras como Sophie Kinsella, Meg Cabot e Marian Keyes. Também reli a saga Crepúsculo e passei os olhos pelo livro primeiro de Desventuras em Série, seguindo das leituras às adaptações cinematográficas.

Reler é gostoso, mas confesso que adotei esse hábito há pouco tempo. Você já está familiarizado com a história, os personagens, a autoria. Tentei puxar na memória o que acontecia em tal livro e, quando descobri que esqueci ou lembrava-me de poucos detalhes, pensei "por que não ler de novo?" e se apaixonar de novo... Às vezes não dá certo. Às vezes estou na metade do livro e relembro o que acontece no final. Ou o livro fica marcado por algum acontecimento trágico que dá pavor de lê-lo novamente.

Sei que é errado comparar um romance com um filme homônimo, mas é também quase inevitável. É horrível quando alguns trechos do livro são melhores representados no filme. Ok, são mídias diferentes, o que deu certo em uma pode não dar certo noutra plataforma e etc. Mas aconteceu, por exemplo, de eu ficar emocionada num momento da história por me lembrar de como o ator interpretou aquilo no filme.

De títulos novos, li Se eu Ficar, mas só por que havia visto o filme e fiquei encantada, imaginando como seria aquilo num romance. Mas, infelizmente, me desapontei um pouco, acho que estava com a expectativa muito alta. Talvez por a autora ser jornalista... faltou aquela pitada de subjetividade que faz o leitor perder a noção de espaço-tempo, sabe? O romance foi escrito como um roteiro, pautado em cenas contadas, descritivas, com data, hora e local marcados.

Também tentei ler Como ser Legal e, apesar da protagonista ser mulher e o autor da obra ser um homem (nada contra), o livro é um drama só (pelo menos no início). Sei que tem muitas leitoras que dizem que não largam o livro enquanto não termina de ler, mesmo que começou ruim, pois não podem se basear apenas numa parte para fazer uma avaliação justa e blá blá blá. Eu seria uma leitora crítica muito rígida, nesse sentido. Se um autor me enviasse um livro e logo de cara eu não gostasse dos primeiros capítulos, mandaria de volta e diria “refaz essa merda!”, como os orientadores de TCC fazem conosco.

Voltando aos títulos relidos, nesta semana eu me permiti ficar mais uma vez encantada com Um Best Seller para Chamar de Meu de Marian Keyes, minha autora favorita. Sempre me identifico com seus personagens e adoro seu jeito de narrar. Este livro, em especial, é dividido em partes por três protagonistas que se cruzam em algum momento da história. A primeira trabalha com organização de eventos e é aspirante a escritora; a segunda é uma agente literária e a que me deixa mais empolgada pelos causos de negociação editorial (e por seu caso amoroso com o seu chefe que é um homem casado); e a terceira é uma RP falida que acabou de publicar o primeiro livro (e está casada com o ex-namorado da ex-melhor amiga, a primeira protagonista).

Ler a saga destas mulheres me fez pensar em qual momento fiquei desanimada com uma carreira literária. Primeiro que, no Brasil, seguir uma carreira artística é quase impossível. Segundo por que parece que tudo se resume a dinheiro. A protagonista-escritora até que ilustra bem os jornalistas sarcásticos, como as editoras pecam em marketing e correção gramatical, o descontentamento em descobrir que as livrarias não vendem obras de autores estreantes, a desilusão dos prêmios literários, as primeiras resenhas negativas...

Não desisti de ser romancista, claro que não. Apenas estou me preparando para ser autora independente. Adoro trabalhar com comunicação, adoro a ideia de ver meu hobbie por dança ter virado um ofício e adoro mil vezes relacionar uma coisa com a outra. Mas não me esqueci dos meus personagens, dos meus originais, dos rascunhos encaixotados na minha estante. Estou apenas sendo paciente, esperando o momento certo. Posso não ser a autora de um almejado best seller, mas apenas ser autora já me basta. Enquanto isso, me contento escrevendo para blogs, produzindo conteúdo para mídias sociais, publicando artigos.

segunda-feira, dezembro 07, 2015

O Ódio e A Diferença

dezembro 07, 2015 0 Comments
É certo dizer que o texto jornalístico pode causar comoção se o autor for capaz de propiciar essa empatia entre personagem e leitor através da escrita narrativa. É natural do ser humano que, ao se deparar com a história de outra pessoa, tenha como reação imediata imaginar-se na mesma situação. Mas esta reação é a mesma indiferentemente do veículo em que a mensagem é transmitida, seja impressa ou digital? Segundo o artigo “O Poder da Emoção” (CJR, 2015), “o leitor entende o espaço bidimensional do impresso, já a internet é de uma ordem distinta”. Ou seja, tanto faz você se deparar com uma notícia que lhe choca num dado momento quanto no instante seguinte estar se entretendo com outra coisa totalmente diferente, colocando em segundo plano o que acabara de ler, sendo que no papel ficamos fixos àquele contexto por tempo suficiente para assimilarmos o fato, digerirmos o conteúdo, nos emocionarmos.

A tecnologia nos mantém ocupado o suficiente para nos isolarmos da convivência humana, talvez por isso nossa geração não saiba lidar bem com as próprias emoções. Diante dos casos recentes de vandalismo e marginalidade, o número crescente de assassinos a sangue frio, multidões querendo fazer justiça com as próprias mãos: isso é uma amostra de que as relações interpessoais precisam ser trabalhadas. O ódio é algo espontâneo e natural, um recurso do nosso corpo para alertar que algo está errado, parte integrante do nosso mecanismo de defesa, pela sobrevivência física e para preservar os valores que prezamos. O sentimentalismo mal resolvido pode resultar em grandes estragos físicos e emocionais, levado a calamidades.

Talvez todos tenhamos um pequeno monstro dentro de nós, esperando para ser alimentado, para crescer e se libertar. Começa com a raiva, um sentimento crescente decorrente de uma mágoa, um rancor guardado no peito que, evoluindo, exige uma reação imediata e por vezes desmedida, ganha forma, se personifica, e então escolhe um alvo, como um veneno fomentando a agressividade, a maldade e a vingança, despertando toda sorte de sentimentos ruins e desumanos. É nesse contexto que vivenciamos o século XXI.

quarta-feira, dezembro 02, 2015

Crise Econômica Brasileira Estagna os Negócios

dezembro 02, 2015 0 Comments

Empreendedores suspendem investimentos e desemprego em massa assola o país

Recessão com desaceleração da produção econômica produz desemprego em massa e aumenta a inadimplência no mercado, empresários e trabalhadores em geral estão preocupados com os rumos que a economia nacional está tomando e optam por adiar os investimentos. Entenda o cenário atual da crise econômica no país:

Entenda o problema

 O governo vem trabalhando em uma estratégia operacional onde medidas emergenciais são adotadas para tratarem problemas que poderiam ser facilmente resolvidos se houvesse um planejamento macro. Fora a condição dependente do país na cena mundial: praticamente 50% das nossas exportações giram em torno de petróleo bruto, minério de ferro, soja, açúcar e café. Nos últimos anos, esse consumo internacional diminuiu sensivelmente: a China, particularmente, reduziu suas compras em quase 40%, segundo nota emitida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

“A culpa é do Governo!”

A submissão da política econômica à política partidária tem levado a uma desestruturação da máquina pública, prejudicando todos os setores da sociedade, a saber: educação, saúde, segurança e, obviamente, economia. Com escândalos se acumulando e a impunidade ganhando visibilidade, não restou credibilidade suficiente para que o governo pudesse contar com o apoio desses setores da economia nacional.

Perspectiva

Segundo análises, é certo dizer que a retomada da economia brasileira depende exclusivamente do Governo, sendo este o responsável em termos de fomento ao desenvolvimento do país, falhando no planejamento estratégico de longo prazo para a nossa economia, no investimento em infraestrutura e na política fiscal. O ajuste fiscal é de suma importância para a reversão do quadro atual, pois a contabilidade criativa das contas públicas está afetando principalmente as classes trabalhadoras, populares e médias com o aumento de taxas e impostos.

Matéria apresentada à disciplina de Economia ministrada pelo profº Vladimir Furtado no curso de graduação em Jornalismo da FACCAMP (Faculdade Campo Limpo Paulista)