As Delícias de Soraia: Primeiro Beijo

As lágrimas lhe encharcavam o rosto, inclusive seus lábios em forma de coração, que tremiam enquanto ela dizia que me amava. Com as nossas testas encostando uma na outra, compartilhamos aquele momento de dor. Sim, eu estava triste também, mas não tinha o que falar para aliviar aquela sensação ruim. 

Então, ainda com os nossos olhos fechados, ela segurou meu rosto entre suas mãos e me beijou de leve nos lábios úmidos. Eu fiquei espantada, mas ao mesmo tempo notei que a sensação era boa. Tão boa que nem abri os olhos, e abracei-lhe com mais firmeza. Foi aí que nosso abraço deixou de ser amigável para se tornar amoroso, com as mãos acariciando a pele morna uma da outra. 

Não sei exatamente quando, mas o soluço simplesmente se cessou e estávamos com a boca encaixada uma na outra, apreciando o prazer que aquilo proporcionava. Nossa, como ela beijava bem! Muito melhor que qualquer homem que eu já havia beijado. E éramos da mesma altura, portanto eu não ficaria com dores no pescoço depois. E seu corpo contra o meu era muito mais macio, mais aconchegante do que grudar num monte de músculos. 

Nágila era uma garota espetacular. E logo eu soube que toda aquela atração que sentia por ela desde o colegial não se tratava de admiração e sim de desejo. Eu sempre fora apaixonada por ela e não sabia. Aquela dor de vê-la chorando era que doía em mim também. 

De início, quando ela revelou tudo para mim, fora uma grande surpresa, eu fiquei confusa, desnorteada, como se só pelo fato de ser gay ela fosse se atirar pra cima de mim a qualquer instante. Mas, depois que o choque passou, passei a me preocupar com minha forma física e se ela me achava atraente.

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