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terça-feira, fevereiro 27, 2018

Socialmente alienada, obrigada.

fevereiro 27, 2018 0 Comments

De modo geral, a misantropia tem facetas múltiplas, tanto positivas quanto negativas. Positivamente, misantropos são via de regra ótimos escritores, astutos observadores e pesquisadores da vida, criaturas sensíveis, inteligentes, críticos do status quo, seres perspicazes e filósofos por natureza. Adversamente, a hipersensibilidade e o idealismo do misantropo o levarão a viver em luta constante com ondas de pessimismo, apatia e isolacionismo, que, se não bem administradas, poderão afetar seu modo de viver e produzir.
  • Um misantropo não vive afastado do mundo, apenas é reservado (introvertido/tímido fundamentalmente) e, é precisamente por este fato que é habitual serem poucos os seus amigos ou pessoas que estabeleçam um vinculo afetivo. Olham para todas as pessoas com uma desconfiança, é frequente fazerem "juízos de cálculo" de cada um que se aproxime, embora muitas vezes não o demonstrem.
  • São pessoas que não gostam de grande agitação ao seu redor, pois não se sentem bem diante de muita gente, preferindo ficar em casa a sair para locais de diversão (indisposição para ir a lugares com muita gente, o que invariavelmente faz da pessoa uma caseira convicta).
  • Podem ocorrer frequentes mudanças de humor: ora feliz, ora melancólico, o termômetro do estado de espírito fica louco, oscilando constantemente (poucas são as pessoas que veem este seu aspecto, normalmente as mais próximas).
  • Normalmente são muito perfeccionistas no que gostam de fazer e no que se comprometem a fazer. É muito frequente destacarem-se nas áreas em que estão inseridos, pois dedicam grande parte do seu tempo as coisas que gostam de fazer.
  • A misantropia costuma aparecer desde logo durante a infância em crianças tímidas, introvertidas e caladas que têm dificuldades em fazer amigos, nomeadamente na escola, preferindo muitas vezes ficarem sozinhas. Com o passar dos anos, tendem a ser bastante sarcásticos/irônicos nas observações que fazem (pode-se dizer que em parte a grande timidez é disfarçada por estas duas características) — têm uma interpretação muito própria de tudo aquilo que veem e de tudo aquilo que lhes é dito pelas outras pessoas, sendo bastante observadores e atentos ao que os rodeia, embora, muitas vezes, não o pareça.
  • Uma das explicações mais consistentes para esta aversão social deriva do fato de darem bastante relevância aos aspectos negativos que constatam nas pessoas ou simplesmente terem medo que estas os desiludam, daí as evitam. Têm uma forte sensibilidade ficando extremamente afetados com tudo o que os rodeia (mesmo que muitas vezes não estejam envolvidos diretamente) daí ser muito fácil, ao longo da vida, passarem por várias depressões.
  • Quando adulto, o misantropo tende a ser uma pessoa com o psicológico muito forte e difícil de ser abalado. Esta característica se deve ao fato do misantropo possuir uma alta sensibilidade, que lhe auxilia a entender o mundo de forma mais profunda, e a refletir durante seus inúmeros momentos de solidão. Misantropos são incansáveis pensadores.
  • É importante salientar que misantropos, diferentemente das demais pessoas, não enxergam a solidão como algo negativo e trágico em suas vidas. Viver sozinho e em constante pensamento é uma forma de entrar em contato com seu eu interior e descobrir a verdadeira razão de estar vivo e fazendo da vida suave e tranquila, o conceito errado de solidão e sofrimento para essas pessoas não existe.
Fonte: Wikipédia. (sim, eu sei)
Definitivamente, final de mês não é um bom período para eventos, pelo menos para mim. Tenho percebido que fico um pouco mais misantrópica que o normal nesta fase do meu ciclo. E não, não é TPM. Antes fosse. Os últimos meses foram um pouco intensos para mim, e acredito que parte da culpa é devido à ansiedade com relação à faculdade. Tenho algumas disciplinas para eliminar, e terei que fazer rematrícula para cursá-las. Mas não tenho condições financeiras no momento. E o pior é que já estava pesquisando sobre pós, quero muito estudar dança.

No último final de semana participei de uma roda de bate-papo com uma psicóloga sobre ansiedade, ela classificou em 2 formas:
  • Natural - todos nós nascemos ansiosos e passamos por momentos de estresse na vida;
  • Neurótica, quando surte efeitos físicos - dor de cabeça, de estômago, dificuldade para dormir e para pensar, agir racionalmente.
Mas, como uma boa psicóloga, ela orientou a buscar tratamento para mudar o estilo de vida e não tomar remédios. Existe uma tendência muito grande nos dias de hoje em tomar remédios seja qual o motivo, ao invés de procurar a raiz do problema.



Enfim, senti um alívio imenso quando decidi que não faria mal adiar a faculdade um pouquinho. Foi como se tirasse um peso dos meus ombros e consegui dormir a noite com mais tranquilidade, além de voltar minha atenção para outros projetos. Uff!

Todavia, antes de tomar tal decisão, sofri um pouquinho em agonia. Somando ao fato de passar praticamente o dia todo sozinha, em casa, sem ver pessoas, o resultado foi reblogar e postar algumas coisinhas obscuras no Tumblr, então, uma antiga conhecida me procurou toda preocupada, perguntando se eu estava bem. Pensei que ninguém mais do meu círculo de conhecidos usava o Tumblr! hahaha. Com o Facebook popularizado, meu blog e Instagram pessoal público, tenho dado mais preferência ao Twitter e ao Tumblr para postar coisas que em outras épocas postaria em contas pessoais.



Esses dias estava sem sono e senti vontade de conversar com alguém, na minha lista de contatos só tem alunas e clientes e parceiros, ninguém que eu possar jogar conversa fora sobre assuntos triviais. Aí eu lembrei dos chats, me deu uma saudade das salas de bate-papo e MSN, da época em que eu conhecia pessoas de todo lugar do Brasil só para jogar conversa fora. Então tentei procurar alguns chats online, sem p*taria, e foi praticamente impossível. Por fim, baixei um app brasileiro do Harry Potter e entrei num grupinho para +25, kkk, foi o que consegui.

No dia seguinte contei para o meu namorido da minha saga por conversar anonimamente, e ele me disse que NUNCA fez isso, nem através de jogos online, comunidades do Orkut, enfim ¬¬ Como assim??? Ele também disse que eu sou muito carente, que ele não entende essa minha necessidade de conversar, expor o que eu penso ou sinto. Bem, não conheço uma pessoa que não seja de artes ou humanas que não seja assim! Mas, em contrapartida, a psicóloga que citei falou de um grupo que se reúne toda semana e faz um "café filosófico" e, apesar de achar interessante, não me vejo participando. Em grupos com mais de 3 pessoas eu sempre paro de falar e fico só observando, tomando notas mentalmente. (de qualquer forma, acho que vou experimentar participar, quem sabe!)

Estou virando uma verdadeira nerd que não sai do PC, mas na vida real não fala com ninguém. Até voltei timidamente a fazer diário, à mão. Tem uma série na Netflix, oriunda de um documentário de 2013, onde as pessoas leem seus diários de adolescente num palco e eu particularmente adorei! Principalmente pela criatividade das pessoas. E fiquei pensando que, além de ter feito diários a mão e virtuais a vida toda, escrevi e publiquei textos literários e agora entrei pro Jornalismo, enfim, minha vida está toda registrada de alguma maneira.

In love ❤

Não é por menos que me afeiçoei à dança, uma forma de comunicação não-verbal, considerando que uso o verbo o tempo todo para me expressar, procurar me desenvolver justamente no oposto faz bem para minha saúde física e mental.

10 MITOS SOBRE INTROVERTIDOS

#1: Os introvertidos não gostam de falar - os introvertidos simplesmente não falam a menos que eles tenham algo a dizer.
#2: Os introvertidos são tímidos - os introvertidos não têm necessariamente medo das pessoas. O que eles precisam é um motivo para interagir. Eles não interagem por causa da interação.
#3: Os introvertidos são rudes - os introvertidos muitas vezes não vêem um motivo para bater papo com gentilezas sociais. Eles querem que todos sejam reais e honestos. Infelizmente, isso não é aceitável na maioria das configurações sociais.
#4: Os introvertidos não gostam das pessoas - se você tiver a sorte de um introvertido considerar você um amigo, você provavelmente terá um aliado leal para a vida.
#5: Os introvertidos não gostam de sair em público - os introvertidos simplesmente não gostam de sair em público por muito tempo. Eles também gostam de evitar as complicações envolvidas nas atividades públicas.
#6: Os introvertidos sempre querem estar sozinhos - os introvertidos estão perfeitamente à vontade com seus próprios pensamentos. Eles pensam muito. Eles sonham acordados. Eles gostam de ter problemas para trabalhar, enigmas para resolver. Mas eles também podem ficar incrivelmente solitários se não tiverem com quem compartilhar suas descobertas. Eles desejam uma conexão autêntica e sincera com UMA PESSOA por vez.
#7: Os introvertidos são estranhos - os introvertidos são frequentemente individualistas. Eles não seguem a multidão. Eles prefeririam ser valorizados por seus novos modos de vida. Eles pensam por si mesmos e por isso, muitas vezes desafiam a norma. Eles não tomam a maioria das decisões com base no que é popular ou na moda.
#8: Introvertidos são nerds independentes - os introvertidos são pessoas que, principalmente, se voltam para dentro, prestando muita atenção aos seus pensamentos e emoções. Não é que eles são incapazes de prestar atenção ao que está acontecendo ao seu redor, é só que seu mundo interior é muito mais estimulante e gratificante para eles.
#9: Introvertidos não sabem como relaxar e se divertir - os introvertidos geralmente relaxam em casa ou na natureza, não em lugares públicos movimentados. Os introvertidos não são buscadores de emoção e viciados em adrenalina. Se há muita conversa e ruído acontecendo, eles fecham.
#10: Os introvertidos podem se consertar e tornar-se extrovertidos - um mundo sem introvertidos seria um mundo com poucos cientistas, músicos, artistas, poetas, cineastas, médicos, matemáticos, escritores e filósofos. Dito isto, ainda há muitas técnicas que um Extrovertido pode aprender para interagir com Introvertidos.

sábado, fevereiro 17, 2018

Sim, sou jornalista!

fevereiro 17, 2018 0 Comments
As pessoas se surpreendem quando digo que cursei Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Um dos motivos é por me verem trabalhando com dança e mídias digitais e compreendo que é difícil associar uma coisa a outra. Mas até aí, tudo bem; o que me irrita é quando associam o que eu faço com publicidade. Uma vez uma professora nos disse para reconhecer as pessoas pelos seus títulos - mestre, doutor, professor, bacharel, enfim. Na época não entendi, mas acho que agora sei o que ela quis dizer - todo profissional quer ser reconhecido pelos seus méritos e não ser enquadrado a um ofício qualquer. Um designer, por exemplo, faz todo um estudo de cores, tipografias e layouts para gerar uma identidade visual. Qualquer que seja sua habilitação, um profissional de Comunicação Social realiza diversos estudos na área das ciências humanas e sociais para desempenhar sua profissão. É certo que hoje em dia não é necessário portar um diploma para atuar como jornalista, e isso não me incomoda, porque o jornalismo moderna está muito além do trabalho técnico em redações, rádios e programas de TV. Então, o que um jornalista de fato faz?


Alguns sites resumem em 4 áreas as principais atividades que um jornalista desempenha em sua profissão:

1. Assessoria de Comunicação
Um assessor tem a função de intermediar na comunicação do artista/atleta/instituição com o público-alvo e com a imprensa.

2. Jornalismo Digital
Com o avanço da internet e tecnologias, o jornalista se fez presente também na comunicação através das mídias digitais, isso envolve produzir conteúdo para sites, blogs, redes sociais, canais de vídeos, dentre outros.

3. Comunicação Institucional
Aqui, o jornalista tem o papel de elaborar ações de comunicação interna e gerenciar o diálogo entre os funcionários e o núcleo da direção.

4. Fotojornalismo
Diferentemente da fotografia artística ou como hobbie, o profissional de fotojornalismo tem como missão captar acontecimentos pela lente da sua câmera, utilizando seus conhecimentos para registrar momentos únicos.

E a verdade é que, ao longo da sua trajetória, você acaba passando por todas elas ou as executa em paralelo, mesmo sem ter a intenção. Foi impossível para mim, por exemplo, entrar numa estúdio de dança para dar aulas e não pensar em estratégias de comunicação para consertar ou melhorar o empreendimento como um todo. Então, devo muito à faculdade por tudo que aprendi ao longo de 4 anos de curso. E foi uma surpresa para a coordenadora quando retornei este ano para eliminar as disciplinas pendentes e pedi para me rematricular com a grade atualizada. Mas quero encerrar bem esse ciclo para que possa dar início à minha próxima ambição: cursar uma pós-gradução!

Os vídeos do canal bem-humorado de Duda Rangel também são muito úteis para entender a profissão:


O Guia do Estudante lista 10 fatos sobre o curso e carreira de Jornalismo, e gostaria de destacar os que me convém aqui:

1. Ao longo de oito semestres passamos por disciplinas teóricas de humanas como Filosofia, Sociologia, Teorias da Linguagem, Teorias da Comunicação, Estética e História da Arte, dentre outras. Também estudamos disciplinas específicas de cada área do jornalismo, como radiojornalismo, telejornalismo, livro-reportagem, documentário, jornalismo diário, de revista, etc.

2. Fazer uma pós-graduação enriquece a formação do jornalista. Na faculdade estudamos jornalismo especializado e editoriais específicas como esportes, política e cultura. É na pós que escolhemos qual caminho queremos trilhar: fotografia, design, literatura?  Conheço grandes jornalistas especializados em games, moda, finanças e gastronomia, por exemplo. Atualmente atuo como jornalista de dança, mas minha ambição é me aprofundar em mídias, linguagens e artes.

3. É preciso desenvolver um olhar crítico e saber que as pessoas esperam de você informações e opiniões. Pré-disposição para ler e acompanhar as notícias é essencial, é preciso ter uma visão do todo e usar para analisar a sua realidade, além de se preocupar com que acontece em todo o mundo, não só com o seu entorno imediato.

Mas, o fundamental para mim se resume em uma frase: o jornalista é jornalista 24 horas por dia. Você não consegue passar em frente a um fato e ignorar, fingir que não viu. E quando você não pode falar sobre um assunto, isso te corrói por dentro, é muito frustrante. O site discorre a seguir:

4. Quem opta pela carreira assina um contrato com a sociedade e com o mundo em que vive. Aceita o fato de que a sociedade colocou em sua mãos o direito de obter informações de qualidade e com liberdade e também de defender o seu direito de voz e liberdade.

5. O jornalista é uma figura pública. O profissional deve ter uma ética irrepreensível. Como seu nome e muitas vezes sua imagem está atrelado diretamente à notícia, sua figura se torna público e o ambiente pessoal e profissional se misturam. Uma conduta inadequada na esfera privada pode impactar negativamente sua credibilidade enquanto profissional.

E, por fim, jornalismo é jornalismo, não importa o tipo de mídia. Não importa se eu faço jornalismo impresso, online, televisivo ou radiofônico, para uma revista ou para um site, o compromisso ético e o rigor profissional sempre serão os mesmos.