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quinta-feira, maio 17, 2018

Pesquisa de Talentos da Comunicação Brasileira

maio 17, 2018 0 Comments
Nesta manhã recebi um convite por e-mail do portal Comunique-se em parceria com a Etalent para responder um questionário de análise comportamental, chamado "DISC", que analisa nossas capacidades de adequação, correlação, seleção, gestão e perfil executivo. O objetivo é mapear o perfil dos profissionais do mercado da comunicação brasileira. Interessante, não?

O teste consiste em selecionar palavras-chaves que tem mais e menos a ver com você, temos 12 minutos para responder, e repetimos o teste 1 vez, depois recebemos um PDF com o resultado, contendo gráficos, glossário e descrição, podendo ser utilizado na construção do nosso plano de carreira.

Eu adoro testes de personalidade, vocação, comportamento! Faço tantos que até já sei meu perfil. Mas sempre tenho esperança de ter melhorado um pouquinho. Meus problemas e habilidades eu já sei, preciso aprender o que preciso fazer para aproveitá-los a meu favor. Bem, vamos ao resultado - vou publicar somente a análise descritiva, pois minha análise completa tem 16 páginas, hahaha:

Foto: Pixabay


Comportamento

MELISSA é extremamente autoconfiante e sempre busca novas experiências. Prefere trabalhar em um ambiente informal, pois pode vir a se sentir desconfortável quando precisa se submeter a regras e procedimentos rígidos. Em alguns casos, assume naturalmente uma posição de destaque, conquistando as pessoas através de seu entusiasmo e sua personalidade sociável. (é, pena que isso não está me deixando exatamente RICA).

Motivação

Os fatores que motivam MELISSA são principalmente a oportunidade de ser o centro das atenções socialmente (posso discordar? detesto esse termo que aplicam a todos leoninos, rs), a possibilidade de implementar suas próprias idéias, sem depender de terceiros, e o alcance de resultados objetivos e rápidos. Essas três condições podem impulsionar em muito sua efetividade e evidenciar seu talento para a liderança. Porém, lidar com situações formais, sob regras estritas ou com pessoas menos dinâmicas são especialmente desestimulantes para MELISSA.

Subordinação

Um perfil forte como o de MELISSA raramente reage bem a uma gerência autoritária, o que pode trazer conflitos quase que incontornáveis e que afetarão negativamente a produtividade no trabalho. Porém, mesmo não autoritária, a gerência deve ser firme e afirmativa, não permitindo desafios à sua liderança, mas sabendo dar a MELISSA liberdade suficiente para que ela produza bem em sua função. O gerente deverá negociar com MELISSA objetivos e metas a atingir e orientá-la quanto a certos parâmetros de precisão e de regras, que ela não costuma observar. Se o gerente encontrar o ponto de equilíbrio correto entre liberdade e controle, potencializará a realização de MELISSA. (AMEI! Muito eu)

Pontos fortes

O ponto forte da atuação de MELISSA é seu lado extrovertido. Ela se sente à vontade em situações sociais, e sabe expor suas idéias de maneira clara e agradável. Demonstra um entusiasmo capaz de contagiar quem a ouve falar, desde integrantes de sua equipe até novos clientes. Quando diante de uma situação de conflito, sabe argumentar muito bem, resolvendo as disputas sem precisar entrar em confrontos diretos. (HAHAHA, ri de nervoso - situações de estresse me deixam ESTRESSADA, não me venha com 'sabe trabalhar sob pressão', vai ***)

Pontos a melhorar

Detalhes e precisão não são pontos fortes do estilo de MELISSA. Ela tem uma forte orientação para a comunicação com as pessoas e exibe tanta auto-confiança que não se preocupa com particularidades, às vezes importantes no tratamento de um problema. MELISSA não atenta para mudanças ao seu redor e pode exibir um entusiasmo que, apesar de contagiar muitas pessoas, comunica certa impulsividade e falta de estruturação para outras de direcionamento mais técnico. (ok. Quero e PRECISO melhorar nisso)

Comunicação

Muito extrovertida e aberta, MELISSA tende a fazer das relações sociais o foco principal de sua vida. Ela se interessa muito em conhecer novas pessoas, estreitar relacionamentos já estabelecidos e dar vazão a toda sua expressividade. Não perde oportunidade para exercer sua popularidade (é estranho ouvir esse termo: popularidade. Acredite, sempre me esquivei da 'popularidade'. Quero ajudar OUTRAS pessoas a serem populares. As pessoas certas.), e, em determinadas situações, pode dar menos atenção às tarefas e objetivos práticos só pelo prazer de conviver e interagir com aqueles que a rodeiam.

MELISSA quer impressionar pelo sucesso em suas atividades e sempre tem algo a dizer a respeito de suas vitórias, que faz questão de celebrar. De fato, entusiasmo não lhe falta para tanto. Apesar de demonstrar certa paciência, quando necessário, não comunica essa atitude o tempo todo, pois sua agitação natural faz com que ela mostre que sua tendência natural é mais para falar e agir do que para ouvir.

Decisão

MELISSA possui características de autoconfiança e entusiasmo tão potencializadas que influenciam muito seu modo de tomar decisões. Elas costumam ser rápidas e, muitas vezes, tomadas de forma impulsiva. Mesmo tendo que rever alguma posição tomada posteriormente, MELISSA confia em sua capacidade de persuasão para convencer as pessoas de suas escolhas. (Yeah!)

Planejamento e Organização

A grande confiança em si mesma é o traço mais marcante do perfil de MELISSA e isso pode levá-la, algumas vezes, a não cuidar muito do planejamento e organização dos processos em sua área, pois acredita que saberá contornar qualquer problema que surgir. Ela não aprecia trabalhar com detalhes e pode assumir mais riscos do que o necessário, devido à sua impetuosidade natural. MELISSA prefere a ação à elaboração de análises complexas e planejamentos estruturados, utilizando seu alto poder de comunicação para executar os projetos dos quais participa. (oops)

Liderança

Muita interação social e pouca exigência de precisão marcam o estilo gerencial de MELISSA. De fato, ela prefere ser vista como uma gerente popular e persuasiva a ser encarada como uma executiva firme e enérgica. O grande entusiasmo dela pode fazer com que assuma compromissos além de suas possibilidades, o que pode causar alguma insatisfação em sua equipe. Nesse caso, MELISSA utilizará seu poder de persuasão para engajar seu grupo e desfazer qualquer desentendimento. (puxa, resumiu minha VIDA).

quarta-feira, maio 02, 2018

Toda forma de amor: sobre reconfigurações sociais e afetivas na vida moderna

maio 02, 2018 0 Comments
Numa sexta-feira passada, subi ao palco com a banda Pequeno Cabaré Boêmio Itinerante para dançar ao som de Geni, de Chico Buarque, para o público super receptivo do Bar do Haules, um espaço livre de padrões e preconceitos, aberto a todos os públicos. O show terminou com Mari, a vocalista, dedicando a apresentação à vida de todas as travestis.

Pequeno Cabaré Boêmio Itinerante é um experimento musical-cênico que traz brasilidade na irreverência do cabaré, em arranjos inusitados e com toques de humor. Os quatro músicos-personagens trazem voz, baixo, piano, bateria, percussão e sanfona em versões bossa-jazz da MPB ao tecnobrega. Entremeado por uma dramaturgia leve, tem clima de cabaré não convencional, explorando improvisações e estimulando musical e visualmente a plateia, que embarca numa atmosfera divertidamente sensual.

Resolvi começar essa postagem com essa ocasião como um grande exemplo de como a arte pode servir a um propósito e facilmente tornar-se um manifesto. Não é à toa que nós, artistas, nos expomos: estamos nos manifestando, expressando nossos ideais. É por isso que eu escrevo, e é por isso que eu danço, é por isso que entrei para o curso de jornalismo: para aprender a usar as mídias digitais como uma ferramenta.

Obs. A princípio, este post estava sendo escrito para o portal Moda de Subculturas, todavia, tomou uma forma tão pessoal que fiquei um pouco preocupada com o público. Em decorrência do desligamento do meu blog de dança, retomei minha coluna no blog da Aerith, tornei a sugerir pautas para a Central Dança do Ventre, e me lembrei de que tenho esse meu cantinho, onde ninguém pode me ditar as regras. E, desta forma, meu blog pessoal perdura, sobrevivente.

Não me mande flores... ?

Particularmente, estou de acordo com a visão da psicanalista Regina Navarro Lins quando esta diz que o amor romântico é uma construção social, uma ilusão. Em tempos onde feminismo é pauta, cavalheirismo é interpretado como uma forma de machismo; conforme o tom da mensagem, é sexismo; opressão e liberdade colidem; debates sobre vulgaridade e exposição ganham espaço; a vítima continua sendo a culpada; nu artístico, erótico e pornográfico perdem a distinção; os seios femininos acabam comparados às genitais masculinas – oi? É preciso rever conceitos antes de sairmos opinando por aí. Deixar de impor nossos valores a outrem. 

Talvez, para você, manter a casa limpa seja um valor de caráter, mas para o outra não. Talvez, para você, se depilar é questão de higiene, para a outra não. Talvez você ache romântico o homem pagar a conta, a outra não. Talvez você não tenha vontade de trabalhar fora, aprender a dirigir, mas outras tem. Para a outra, talvez, a casa que se dane, ela prefere gastar seu dinheiro com outra coisa além de salão de beleza, ela gosta de sentir autonomia suficiente para ir e vir quando quiser. O ponto que quero abordar aqui é: não existe certo e errado – se ambos estão de acordo, se existe respeito acima de tudo, então ok. Vamos parar de opinar na vida alheia? 

A guerra dos sexos

Com as reconfigurações sociais e afetivas, do relacionamento aberto ao poliamor; com o avanço da ciência possibilitando a maternidade a casais lésbicas, mães solteiras, mulheres maduras; permitindo a identidade de gênero; falar de sexo já deveria ter deixado de ser tabu, pelo menos para quem está disposto a explorar mais sua sexualidade enquanto ainda é possível aproveitá-la – em vida! Porque agora, com as inovações da indústria farmacêutica, a atividade sexual não precisa ser interrompida. 

Com a descoberta da pílula anticoncepcional, o sexo se dissociou da procriação, podendo se aliar ao prazer. Todavia, ainda contamos com muita inibições, censuras e tabus. Ao invés de educar, as mulheres foram desaprendendo de geração a geração e hoje muitas desconhecem a própria sexualidade, e tem medo de explorar. O fato é que, sem os imperativos sociais, econômicos e religiosos que pesavam a favor da duração do casamento, relacionamentos nada convencionais se tornam uma opção para pessoas de diferentes estilos de vida – esse fator independe de faixa etária e classe social, por exemplo. 

Com um leque de opções sexuais à nossa disposição, creio que em breve não precisaremos mais de rótulos. Não tem mais essa de “coisa de menina” e “coisa de menino”. Nos tempos de hoje, machismo, femismo e homofobia não tem mais vez. A nova geração recebe a missão de desconstruir conceitos e padrões impostos por uma sociedade hipócrita e ortodoxa. 
Quando resolvi viver minha sexualidade, a questão do gênero veio como brinde. O gênero é vivido de muitas formas.” Laerte

O seu prazer em primeiro lugar

Estou promovendo encontros de danças femininas na escola onde ministro aulas, e o último encontro teve como tema artes sensuais. Fiquei emocionada com a diversidade das participantes, mulheres solteiras, viúvas, divorciadas, em relacionamento aberto ou estável, todas procurando aprender mais sobre si mesmas e explorar possibilidades de redescobertas pessoais – uma verdadeira vivência, jornada pessoal. E, apesar do encontro ter atraído muitas mulheres com o desejo de se realizar com um parceiro, o workshop foi todo voltado para a nossa individualidade.


Obs. Resolvi encerrar com este termo, 'mulheres que dançam', afinal, tanto neste encontro como o anterior, a presença de homens interessados em conhecer e aprender sobre o sagrado feminino era mais do que bem-vinda.
Se não for consensual, não tem a menor chance de ser sensual." Kipper

Em conclusão


Não tem coisa melhor que assumir as suas fragilidades, reconhecer os pontos fracos, se deixar ser pega desprevenida. Para muitos, num relacionamento monogâmico, parafraseando Mallu Magalhães, “a rotina nos consome”, o tédio cresce, vira monotonia. Quanto mais cedemos em favor do outro, mais nos anulamos, guardamos mágoa, rancor, alimentamos um bicho interior – e uma hora ele precisa sair. 

A psicanalista Regina Navarro Lins descreve a separação como um processo lento, na maior parte das vezes de forma inconsciente: “A relação vai se desgastando e a vida cotidiana do casal deixa de proporcionar prazer. Aos poucos, o desencanto se instala”. Através de brigas, traições, ou apenas pela frieza, ignorando o problema como se ele fosse sumir, quando na verdade o problema só cresce diante dos seus olhos, até você ter um elefante branco na sala. Mas não precisa ser assim. 

Como é libertador expor nossos pensamentos e sentimentos sem medo de julgamentos! Entrar num consenso e reconhecer que ninguém é dono de ninguém. Deixar os rótulos para os pesquisadores, e apenas viver, toda forma de amor, toda forma de prazer. Permitir-se! Cada vez mais surgem espaços alternativos abrindo suas portas para vivências do sagrado feminino, grupos de estudos sobre sexualidade e gênero com professores e psicólogos pesquisadores na área. Aos poucos, a pauta vira manchete, e veremos estes debates ganharem espaço através da imprensa, órgãos públicos e pela educação básica. É o que se espera, caminhamos para isso, e juntas somos mais fortes.