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sexta-feira, dezembro 28, 2018

Darkness is coming: Autorretrato

dezembro 28, 2018 0 Comments
Eu precisava expressar o que eu estava sentindo de alguma forma, e aí surgiu este breve ensaio. Dividido em três momentos, Darkness é sobre sentir, se frustrar, viver em negação e reprimir-se, para então renascer, através da dor, da compaixão, da inocência, e enfim ser livre, voar.



















Eu não sinto mais vontade de dançar, e isso me preocupa. A dança é o meu remédio, minha terapia. O que eu vou fazer sem ela em minha vida?

Eu temo pelo futuro. E talvez, essa falta de vontade é apenas um reflexo disso. Tudo passa, não? Esperança.




Ah, os acessórios utilizados no ensaio são da Lehonora Tribal <3

Casório

dezembro 28, 2018 0 Comments
Em novembro, enfim me casei. Eu e o meu agora marido planejávamos isso desde que fomos morar juntos. Vamos por parte: primeiro a oficialização e, futuramente, quem sabe, uma festa, um jantar com os familiares. Mas, com a família meio quebrada e a escassez de amigos, acho que esses eventos sociais levará mais tempo do que gostaríamos. Vamos privilegiar as viagens, nossa eterna lua de mel.

Esperávamos ao menos fazer uma cerimônia no cartório, mas para isso teríamos que agendar com antecedência de 3 meses, e não dispúnhamos deste tempo. Queríamos casar, e já. Então foi sem cerimônia mesmo. Ainda assim, comuniquei as pessoas mais próximas, convidei para um café quando convir. Tudo o que eu esperava era ouvir um "parabéns!" e sentir que ficaram felizes por nós. Mas, ao invés disso, muitos dos comentários que ouvi só serviram para eu me sentir cansada.
  • Mas vocês já não eram casados?
Muita gente pensou que quando fomos morar juntos havíamos nos casado. Outras consideram que morar junto já significado estar casado, mesmo sem oficializar a união estável. É verdade, por já estarmos numa união estável só foi preciso converter o estado civil para casado, mas, ainda assim, não é a mesma coisa para mim. Até então, eu morava com o meu namorado e ponto.
  • E a festa?
Fazer uma festa demanda um orçamento que - pagando aluguel, com dívidas pendentes e planos para o futuro próximo - não é possível para nós sem o auxílio dos amigos e familiares. Se alguém quiser me dar uma festa, eu aceito! Se não, conforme-se, rs. Até pensei de planejar um coquetel, festa de solteira ou alguma coisa do tipo, mas não consegui - novamente, não tive ajuda.
  • Cadê o anel?
Não uso aliança. E não se trata de um protesto nem nada do tipo, eu não gosto mesmo, acho dispensável.
  • E a lua de mel?
A gente adora viajar e fazemos isso sempre que possível. Com as condições atuais, viagens grandes somente 1 ou 2 vezes por isso. Se lua de mel é isso, então pronto, já tivemos e teremos sempre! xD
  • Você está grávida?
Também pensaram isso quando decidimos morar juntos, às pressas, para variar. Não tô grávida, nunca estive e não ficarei tão breve, para o descontentamento do meu pai, que só sabe me perguntar isso nas raras vezes que a gente se fala.
  • Por que você mudou seu sobrenome?
Alguns acham cafona, fora de época, essa coisa de pegar o sobrenome do marido. Eu concordo. Infelizmente não é mais possível trocar todo o sobrenome, somente 1. Eu queria me desvencilhar do sobrenome herdado do pai e o Souza que eu uso como pseudônimo vem do nome da minha mãe, olha só. Então só tornei meu nome real pegando o Souza do meu marido. Ele não quis pegar um sobrenome meu pelo mesmo motivo que eu estava pegando o dele: não queríamos vínculo com a família do meu pai. O que leva a próxima pergunta...
  • O que os seus acharam de vocês casarem desta forma?
Humm, nada? Nem tem que achar. Meu pai eliminou qualquer possibilidade de termos uma relação mais próxima. E meu marido não fala com a mãe dele há anos. Nossa família se resume então, da minha parte, à minha mãe e meu irmão; da parte dele, apesar dos parentes e etc, até o momento ninguém veio nos visitar nem nada. Então não faço questão que aparecessem numa cerimônia simbólica. Tenho mais consideração pelos seus colegas de trabalho, que estão com ele diariamente e sabem tudo pelo que passa.
  • Por que só agora?
Essa pergunta até que fez sentido para mim. Temos as nossas justificativas. Primeiro, estávamos passando por um momento delicado na família, com meus sogros se divorciando e o falecimento de uma tia do meu marido, então resolvemos esperar, por respeito. Segundo, pelo orçamento, combinamos de casar quando entrasse um dinheiro extra e, sim, levou três anos para isso. Terceiro, pelas necessidades burocráticas, principalmente com relação ao trabalho do meu marido - em caso de doença, falecimento e gravidez, agora estamos assegurados. Financeiramente, somos dependentes um do outro e podemos abater mais do imposto de renda, dentre outras coisas.

Li em algum lugar que o Brasil tem uma média de 3 casamentos por pessoa, então eu e meu marido sempre brincamos que este é só o primeiro e tem tudo para dar errado. Com isso em mente, quero festa de divórcio, e espero sinceramente que, no próximo casório, ouça apenas um "parabéns!".

"Casar" significa sair do cartório e levar os documentos no RH para ganhar 7 dias de folga. Eu nem precisava estar junto xD

quinta-feira, dezembro 13, 2018

Meu calendário de viajante 2019 by O Verbo

dezembro 13, 2018 0 Comments

Nunca havia comprado um calendário de mesa antes, sempre ganhei de presente ou consegui através de ações promocionais de varejos e etc. Mas o calendário de viajando d'O Verbo realmente me conquistou, e vou listar os motivos aqui:
  1. É muito fofo <3
  2. Eu adoro coisinhas de papelaria e coisinhas artesanais, e este calendário une os dois!
  3. Eu amoo ilustrações aquareladas e frases inspiradoras e, adivinha? No calendário tem ^^
  4. Estou sempre olhando datas, de verdade. Seja no celular, no computador, na folhinha que deixo pendurada na cozinha, bem acessível. Então pensei que um calendário de mesa seria muito útil para quando eu estiver com urgência em conferir datas! Também tenho um calendário no meu planner, mas não é a mesma coisa.
  5. Já tenho várias metas para ticar em 2019, mas eu adoro viajar e muitas vezes abro mão das coisas para cair na estrada, por vezes só pelo prazer de respirar novos ares. O calendário do viajante, como o próprio nome diz, vai ser meu lembrete diário de sair do meu casulo!
Ele chegou assim, com um cartão escrito à mão e um brinde de natal. Já disse que amo receber coisinhas pelo correio?

Frase, ilustração e, não menos importante, o calendário ^^ São dois meses por página, e tem os feriados nacionais embaixo. Ah! As folhinhas são destacáveis e podem ser enquadradas como decoração <3
Já arrumei um lugarzinho para ele aqui na minha mesa, super combinou com os demais itens! hahaha
É isso! Que venha 2019!

segunda-feira, dezembro 03, 2018

BuzzFeed News e Netflix em “Seguindo os Fatos” e O Futuro dos Conteúdos Falsos

dezembro 03, 2018 0 Comments

Mais conhecido pelos conteúdos fúteis, como quizzes e testes, muitos desconhecem a seção de reportagens do site BuzzFeed, uma empresa de notícias norte-americana fundada em 2006 com o intuito de criar conteúdo viral para a internet, hoje reconhecida como a rede global líder de mídia independente digital. Os bastidores dessas produções são o tema da série documental Seguindo os Fatos” (“Follow This” no original, em inglês), lançada em 23 de agosto no catálogo do popular serviço de streaming Netflix, com 20 episódios de 15 minutos de duração cada, trazendo em foco diferentes jornalistas durante a apuração das reportagens, bem como verificação de dados, alternando entre pautas relevantes de política, cultura, tecnologia e comportamento, em meio a temas polêmicos e contraditórios.

Um episódio em especial, “O Futuro dos Conteúdos Falsos”, aborda como a equipe editorial do BuzzFeed News lida com as “fake news” - notícias falsas que se espalham rapidamente pelas redes sociais, comprometendo a visão popular dos fatos, um problema comum no jornalismo atual. No episódio, o repórter Charlie Warzel mostra como a tecnologia cada vez mais sofisticada pode confundir realidade e ficção, alimentando a desinformação, como descrito na chamada do vídeo. Para exemplificar, o jornalista utiliza softwares de manipulação digital que permitem alterar fotos, vídeos e áudios, e simula uma chamada telefônica para sua mãe.



Em resumo, ainda que com o crescimento das agências de fact checking pelo mundo, que realiza a checagem de informações das notícias publicadas, Charlie Warzel frisa a grande responsabilidade de mídias como o Google e o Facebook no combate e conscientização dos conteúdos falsos, e alerta para um futuro próximo e assustador.

Outros episódios trazem mais assuntos inusitados e polêmicos, como tendências curiosas da internet, o mercado dos influenciadores digitais, o movimento dos direitos masculinos, dilemas éticos da fertilização in vitro, a produção de robôs sexuais e o uso de drogas injetáveis. Em meio a esses assuntos, também temos conteúdos mais leves, como por exemplo, a literatura amish. Vale lembrar que a série tem classificação etária de 16 anos.