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terça-feira, julho 23, 2019

Aceitamos o amor que acreditamos merecer

Hoje eu assisti As Vantagens de ser Invisível. De novo. Esse filme é tão fofo, e me faz chorar o tempo todo. Por identificação, talvez? Provavelmente. O livro também é ótimo, o autor tem toda uma leveza para tratar de temas tão delicados, e pesados. Só quem passou por algo similar compreende. O filme é bem fiel à literatura e os atores são ótimos.

No final das contas, a gente só quer se sentir menos só. Encontrar alguém para compartilhar angústias, ter um ombro amigo para chorar. A gente só quer se sentir parte de algo, encontrar a nossa tribo, mesmo que seja a turma dos deslocados. E queremos saber que está tudo bem ser diferente, que tudo passa.


Charlie, o protagonista, lida com muita pressão. Seu melhor amigo cometeu suicídio. Sua tia morreu num acidente de trânsito. E no primeiro ano de ensino médio ele assiste a luta dos demais jovens para entrar numa boa universidade. E vê seu amigo sofrer com o coração partido. Ele não concorda com o relacionamento da irmã. E sabe que a mãe já cortou os pulsos.

Ainda que escreva, faça amigos e tenta algumas fugas pelos tóxicos, uma hora todo o sentimento ressentido se acumula e a dor é tanta que a gente não sabe o que fazer para parar. Eu não consigo parar de pensar, ele diz.

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