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segunda-feira, setembro 02, 2019

Caminhos após a primeira graduação

colação de grau em 2017
Ingressei no curso de bacharelado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo em 2013 na atual Unifaccamp, com previsão de conclusão para este semestre. Interrompi o curso por um período e retomei com a ânsia de continuar estudando e fazer uma pós-graduação.

Acompanho o programa de mestrado de Linguagens, Mídia e Arte da PUC desde seu lançamento, em 2015. Tenho trabalhado num projeto de pesquisa interdisciplinar sobre dança, comunicação e mídia e por este motivo me identifiquei muito com a Limiar.

Todavia, não me sinto preparada o suficiente para um mestrado, então penso em tentar uma segunda graduação/licenciatura numa universidade pública, em especial na área da dança — minha primeira opção seria a Unicamp. Acredito que toda a vivência acadêmica e no corpo irá me habilitar a falar com mais autoridade no assunto no desenvolvimento do meu projeto de mestrado.

Mas, tenho mais algumas ressalvas. Em minhas buscas por artigos, matérias, vlogs e blogs me deparo com muito do mesmo: como passar na prova, exame, entrevistas, como estudar. Não tenho problemas com leitura, escrita, pesquisa. Meu problema é: como arcar com as despesas se tenho que me dedicar em regime integral? E não me diga que há a opção de trabalhar e estudar, porque não dá, não morando em Jundiaí e estudando em Campinas... posso manter parte dos meus freelas, mas não é o suficiente.

Já considerei estudar e trabalhar em São Paulo-capital, mas hoje não mais. Não é uma opção.

E ninguém cita uma segunda graduação como um caminho possível, parece não ser recomendável, a não ser que você queira mudar de área. E o pior é que eu sou a primeira acadêmica da minha família, e meu marido não vê a menor vantagem em gastar tempo e dinheiro numa pós ou numa licenciatura na área de artes.

Estou sozinha nessa...

Avaliando os cenários possíveis, qual o pior que poderia acontecer? As respostas são muitas. Mas ao invés de pensar o lado negativo, quero parar de sofrer por antecipação e fazer um passo de cada vez. Tal como me comprometi a terminar a graduação.

Por mais que delineamos um plano de estudos, é natural que ele se molde às nossas necessidades e com o passar do tempo podemos pular etapas ou, no meu caso, acrescentar. Não há nada de errado nisso. Não estudo pelo título, ou visando uma posição melhor no mercado de trabalho, eu adoro ser autônoma. Estudo pela realização pessoal.

Adoro ler currículos e pensar todos os caminhos que cada um trilhou para chegar onde está. Gostar de estudar é pensar longe e cada pessoa é única. Não existe aluno bom e aluno ruim, existe formas diferentes de aprendizagem assim como cada professor tem a sua metodologia.

Melissa Souza, 25, jornalista por formação, pesquisadora na área da dança e comunicação, futura professora com licenciatura e mestrado: é assim que me vejo :)

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