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terça-feira, outubro 15, 2019

Último post do blog!

Oi, gente! Comecei esse blog dez anos atrás e tanta coisa aconteceu de lá para cá. Com o boom das redes sociais e a alta dos vídeos, os blogs foram ficando de lado, mas eu ainda amo toda a estética e simplicidade da blogosfera. Penso que encerrar o blog com um número redondo é uma boa maneira de recomeçar - não é mesmo? Então, inspirada por algumas blogueiras que acompanho há anos e outras que comecei a seguir recentemente, resolvi enfim colocar em prática esse desejo que já sinto há um tempinho e colocar um ponto final aqui. E, pra variar, quero terminar com uma lista de coisas que fiz e aprendi nessa década:
  1. Em 2009 eu tinha 14-15 anos (considerando que faço aniversário em 03 de agosto, no segundo semestre do ano, quase no meio, é sempre meio confuso falar da idade, rs), estava no primeiro ano do ensino médio, era uma garota super tímida cuja mãe levou para a primeira aula de dança do ventre.
  2. Em 2010, já com um ano de dança do ventre, eu me sentia mais segura em iniciar novos projetos, e foi nesse ano que decidi procurar uma forma de publicar meus livros. Só consegui publicar um, Momentos dos Delírios, um infanto-juvenil de 160 páginas que chegou em minhas mãos no final do ano, pouco antes das férias. Foi uma das maiores realizações da minha vida!
  3. Em 2011 eu vivi todas as desilusões de autora iniciante, comecei a dar uma atenção maior para o meu blog, visto que ele enfim estava recebendo visitas, e conheci muita gente nova, tanto online quanto no dia a dia. Tive meu primeiro contato com a imprensa, com o setor público, arrumei meu primeiro emprego, mas eu ainda era muito leiga para entender como os interesses alheios funcionavam. Também sofri desilusões amorosas e amizades se quebraram, enfim, foi tudo bem turbulento. No final, enfim terminado o ensino médio, eu só queria me isolar do mundo.
  4. Em 2012 eu vivi para o trabalho, poucas amizades, sem expectativa de fazer faculdade e tive novas desilusões amorosas, rs, antes tivesse ficado solteira. O que eu mais senti nesse ano foi a falta da dança, visto que os horários da minha agenda entraram em conflito. No final de julho eu finalmente pedi demissão do meu primeiro emprego e comprei meu primeiro notebook, para escrever e viajar com ele. Os meses que se seguiram foram cheios de emoções  conflituosas.
  5. Em 2013 resolvi tentar fazer faculdade e optei pelo curso de jornalismo, mas só ingressei no segundo semestre. No primeiro eu estava tomada pela depressão, a única coisa que me tirava da cama eram as aulas de dança. Felizmente, foi também nesse ano que eu conheci meu atual marido e companheiro, meu melhor amigo, Everton; e ingressei no meu primeiro estágio em redes sociais, graças ao meu blog!
  6. Em 2014 meu marido realizou alguns dos meus sonhos: me levou para vários eventos de dança que eu tinha vontade de conhecer, com artistas de prestígio, e me deu de presente um curso intensivo de aprofundamento em dança tribal. Também neste ano eu comecei a estudar inglês, o que fez muita diferença na minha vida. Infelizmente, fui demitida do meu estágio em setembro.
  7. Em 2015 eu me comprometi com a dança, comecei a dar aulas para iniciantes, iniciei vários projetos agregando meus estudos em comunicação, redigi artigos e me expus mais em apresentações solos e eventos públicos, também criei minhas redes sociais como dançarina, incluindo meu canal no Youtube, página no Facebook e Instagram, e um blog anônimo, extinto Tribal Archive. Ah, também tirei habilitação para dirigir! Mas não dirigi até hoje, rs.
  8. Em 2016 eu e meu atual marido resolvemos morar juntos, iniciei um novo emprego como mídia social numa agência de publicidade e marketing local e... bombei na faculdade. Em maio, desisti de frequentar as aulas e em agosto eu finalmente pedi demissão do emprego. Estava tão infeliz! Mas em outubro de 2016 fui convidada a participar e administrar as intervenções de dança tribal na taberna da Feira Entre Mundos, uma parceira que perdura até hoje e que me abriu muitas portas no mercado de eventos e na área da dança nos anos seguintes.
  9. Em 2017 eu produzi muitos eventos dançantes e participei de vários festivais de cultura alternativa como dançarina e oficineira, fiquei muito feliz! Também assumi a autoria do blog Tribal Archive, que por sua vez virou meu TCC, e resolvi tentar seguir como autônoma ao invés de procurar outro emprego, então abri meu CNPJ como MEI (Microempreendedoria Individual). Colei grau no começo do ano e apresentei meu TCC no segundo semestre, que foi quando fui convidada a dar aulas no Portal do Egito, uma escola que eu admirava muito!
  10. Em 2018 eu ministrei aulas e participei no festival do Portal do Egito, encerrei o projeto Tribal Archive e fui convidada a participar da produção da Feira Entre Mundos. Também neste ano, eu fiz minha primeira viagem internacional para Buenos Aires - ARG e eu e meu marido casamos no cartório!
Apesar de todos os altos e baixos, é muito bom poder olhar para trás e ver quantas realizações eu somei até então. Como vocês podem ter percebido, também estou completando uma década de dança. Ainda estou eliminando as disciplinas pendentes de 2016, mas é para eu estar com meu diploma da graduação em mãos no próximo semestre. Enfim estou tendo alguma renda como MEI, mas já não me sinto satisfeita com o meu trabalho na dança. Tenho desejado me aprofundar mais, estou um pouco cansada das apresentações cênicas, enfim.

Neste ano de 2019 eu fiz mais um estágio, desta vez num Instituto Federal de Educação, e abracei mais um projeto, a Casa Céu. Refleti muito sobre o que eu quero para mim, para o meu próximo ciclo, para a minha dança. Eu quero amadurecer como mulher, como artista e como pesquisadora. Eu quero continuar estudando e crescendo e ajudar os outros a se desenvolverem com suas paixões também. Então, para dar lugar a novas ambições, preciso encerrar alguns projetos, e este blog é um deles.

Muito obrigada para quem me acompanhou até aqui!

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